Vários ocidentais entre executores
Jihadistas franceses, britânicos, australianos, dinamarqueses e alemães identificados em novo vídeo que mostra decapitação de militares sírios
As autoridades de vários países estão a investigar a participação de jihadistas ocidentais no mais recente vídeo do Estado Islâmico, que mostra a decapitação em simultâneo de 18 militares sírios.
Pelo menos sete jihadistas ocidentais – dois britânicos, dois franceses, um alemão, um australiano e um dinamarquês – terão participado na mais recente atrocidade do Estado Islâmico ao lado do terrorista conhecido como ‘Jihadi John’, de origem britânica. Um deles é o francês Maxime Hauchard, de 22 anos, que se juntou aos jihadistas no ano passado. Outro será o britânico Nasser Muthana, um estudante de Medicina de 20 anos, cujo pai começou por confirmar ao ‘Daily Mail’ que era o filho que aparecia no vídeo mas depois recuou e disse que não tinha a certeza. Os restantes casos estão a ser investigados, não tendo as identidades dos jihadistas sido reveladas.
O vídeo que mostra a execução dos militares sírios e anuncia a morte do refém norte-americano Peter Kassig parece indicar uma mudança de estratégia do Estado Islâmico. Pela primeira vez, as decapitações são mostradas ao pormenor e os jihadistas anunciam claramente onde tiveram lugar: Dabiq, na província síria de Alepo. O objetivo, segundo várias analistas, é provocar a comunidade internacional e forçar uma ofensiva terrestre que os jihadistas estão convencidos que vão derrotar.
O facto de o vídeo não mostrar a decapitação de Kassig – só mostra a cabeça do refém aos pés de ‘Jihadi John’ – levou também alguns analistas a especularem que ele se terá recusado a fazer o discurso propagandístico que os jihadistas obrigaram os outros reféns a fazer ou que terá sido morto a tentar fugir. Há mesmo quem diga que pode ter sido morto num ataque dos EUA no início do mês.
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