Abbas pede cessar-fogo

Mahmud Abbas (Abu Mazen), o novo presidente da Autoridade Nacional Palestiniana, que tomou posse este sábado, numa cerimónia em Ramallah (Cisjordânia), apelou ao cessar-fogo bilateral entre grupos armados palestinianos e militares israelitas. O sucessor de Yasser Arafat jurou defender os interesses do seu povo.

15 de janeiro de 2005 às 13:57
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“Nós condenamos essas acções. A violência não nos fornece as condições necessárias para desenvolver um acordo de paz credível”, salientou Abbas defendendo o cessar-fogo como o único meio capaz de pôr fim ao “círculo vicioso”.

A proposta surge um dia depois de Ariel Sharon ter congelado as negociações de paz com a Palestina, em consequência da morte seis israelitas no atentado suicida da passada quinta-feira. Israel exige a Mahmud Abbas resultados imediatos.

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Os movimentos radicais Hamas e Jihad islâmica já rejeitaram a posssibilidade de entregarem as armas, ameaçando continuar com a resistência armada contra a ocupação israelita.

Hoje, vários morteiros foram disparados por militantes palestinianos sobre os colonatos judaicos na Faixa de Gaza, provocando apenas danos materiais. Em retaliação, veículos blindados do Exército israelita invadiram o bairro de Zeitun, na cidade de Gaza, e abateram a tiro sete palestinianos, ferindo outros 12.

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