Acareação ameaça mandato de Temer

Marcelo Odebrecht e auxiliar da construtora com versões diferentes sobre jantar suspeito.

presidente do Brasil, Marcelo Odebrecht, Justiça, ex-diretor, Curitiba, Michel Temer, Cláudio Melo Filho, Odebrecht Foto: Rodolfo Burher/Reuters
presidente do Brasil, Marcelo Odebrecht, Justiça, ex-diretor, Curitiba, Michel Temer, Cláudio Melo Filho, Odebrecht Foto: Rodolfo Burher/Reuters

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O ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, foi submetido ontem pela Justiça em Curitiba, onde está preso, a uma acareação com um ex-diretor da construtora para esclarecer versões divergentes sobre corrupção. O principal foco foi o pedido de doações feito em 2014 a Marcelo pelo hoje presidente do Brasil, Michel Temer.

Na semana passada, depondo na ação sobre fundos ilícitos nas presidenciais de 2014, Marcelo confirmou o pedido, feito por Temer num jantar no palácio da presidência, mas garantiu que não foram discutidos valores. É a mesma versão de Temer, mas difere da de outro participante no jantar, Cláudio Melo Filho. Cláudio, então vice-presidente da Odebrecht, garantiu que Temer e Marcelo acordaram nesse jantar o montante e a divisão de três milhões de euros. E que essa fortuna foi entregue em dinheiro vivo no escritório de um amigo de Temer, José Yunes, o que não pode ser considerado uma doação legal.

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A acareação de ontem entre Marcelo e Cláudio, que foi cercada de medidas de segurança para evitar fugas de informação e se prolongou noite dentro, é de extrema importância. Caso se prove que a campanha que elegeu Dilma Rousseff e Temer foi financiada de forma ilegal, o presidente pode perder o cargo. Dilma, por outras irregularidades, foi destituída em 2016.

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