Acidente pára companhia aérea

A companhia aérea cipriota Helios Airways decidiu cancelar todos os seus voos na sequência da queda de um dos seus aviões, um Boeing 737 que se despenhou na Grécia, provocando a morte a todas as 121 pessoas a bordo.

15 de agosto de 2005 às 13:02
Acidente pára companhia aérea Foto: d.r.
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Já foram (até à hora desta notícia) encontrados os corpos de 119 dos 121 passageiros e tripulantes do avião cipriota que ontem se despenhou numa região montanhosa a cerca de 60 quilómetros de Atenas, capital da Grécia.

O avião voava de Larnaca para Praga (República Checa) e entre os passageiros, na sua maioria cipriotas, estava um grupo de 20 crianças e não 48 como foi avançado no dia do acidente. Os restos mortais não identificáveis serão sujeitos a análise de ADN, referiu o ministro grego do Interior, Prokopis Pavlopoulos.

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Quase todos os cadáveres encontrados estavam congelados, sugerindo uma despressurização da cabina a 10 quilómetros de altitude. As primeiras informações sobre o acidente indicam que os ocupantes do avião estavam mortos ou inconscientes antes da queda do aparelho.

Esta segunda-feira de manhã, passageiros e tripulação de um voo da Helios de Lanarca para Sofia (Bulgária) recusaram-se entrar no avião, um Boeing do mesmo modelo que aquele que ontem se despenhou. A Helios só tem Boeings 737 e, esta manhã, decidiu cancelar todos os seus voos. O anúncio foi feito pelo Ministério dos Transportes do Chipre, cujo porta-voz indicou que a decisão foi tomada pela própria empresa devido a pressão da opinião pública.

A Helios Airways, a primeira companhia aárea privada do Chipre, começou a operar em 1999 com uma estratégia de aposta em destinos turísticos preferidos pelos cipriotas, como as ilhas gregas, Dublin (Irlanda), Sofia, Varsóvia (Polónia), Praga, Estrasburgo (França) e alguns destinos britânicos. A companhia é detida pela Libra Holidays Group, um dos maiores operadores turísticos britânicos, que a comprou em Novembro do ano passado.

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POLÍCIA FAZ BUSCA NA HELIOS

A polícia cipriota revistou os escritórios da Helios Airways, em Nicosia, para recolher documentos passíveis de serem úteis numa eventual investigação criminal ao acidente do Boeing daquela companhia que anteontem se despenhou perto de Atenas causando 121 mortos.

SMS ENVIADO DO AVIÃO ERA FALSO

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A polícia grega deteve ontem o homem que disse ter recebido um SMS de um passageiro do avião cipriota que domingo se despenhou a norte de Atenas por alegadamente ter montado uma farsa. Nektarios-Sotirios Voutas, de 32 anos, ligou para a televisão grega afirmando que um primo lhe tinha enviado um SMS antes do acidente.

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