Acordo de paz finaliza reconciliação nacional em Moçambique
Cerimónia realizada em Maputo formaliza o cessar-fogo permanente assinado na passada quinta-feira.
O acordo de cessar-fogo permanente assinado na semana passada pelo presidente moçambicano e pelo líder da Renamo foi ontem consolidado de maneira formal com a assinatura de um Acordo de Paz e Reconciliação. O presidente Filipe Nyusi e Ossufo Momade rubricaram o acordo num ato solene adequadamente celebrado na praça da Paz, em Maputo.
A cerimónia, que finaliza um processo negocial iniciado em 2015, foi testemunhada por dezenas de personalidades, entre elas Teresa Ribeiro, secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e a líder da diplomacia europeia, Federica Mogherini.
O presidente Marcelo Rebelo de Sousa enviou congratulações "por este passo corajoso e visionário" e o governo português saudou "um desenvolvimento fundamental para a prosperidade dos moçambicanos".
Apesar do otimismo manifestado por Nyusi e Momade, que prometem uma nova era para o país, as incertezas persistem, sublinhadas na passada quinta-feira, dia da assinatura do cessar-fogo, por incidentes violentos, possivelmente protagonizados por radicais da Renamo que contestam Momade.
O acordo de paz prevê o desarmamento e reintegração dos guerrilheiros da Renamo, processo que se antevê difícil, e permitirá à Renamo participar pela primeira vez em eleições provinciais já em outubro. Esse será o primeiro teste ao acordo e muito dependerá de os resultados serem mais ou menos favoráveis à Renamo.
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