Adolescente mata quatro familiares e suicida-se

Aos 13 anos queria ser assassino profissional. Já tinha avisado, mas nunca o levaram a sério. Esta semana matou a família e pôs termo à própria vida.

07 de agosto de 2013 às 19:56
Marcelo Pesseghini, massacre, morte, família, assassino
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Marcelo Pesseghini, o adolescente de 13 anos filho de um casal de polícias que na madrugada de segunda-feira, 5, matou a tiro o pai, a mãe, a avó e uma tia, em São Paulo, Brasil, foi para a escola logo a seguir ao massacre, como se nada se tivesse passado. No final das aulas, o jovem regressou ao local do crime e acabou por se suicidar da mesma forma que tinha matado os quatro familiares, com um tiro na cabeça.

Itajiba Franco, o inspetor responsável pelo caso, contou que câmaras de videovigilância instaladas no bairro Brasilândia, na zona norte da capital paulista, onde vivia a família, permitiram reconstituir os passos dados por Marcelo após o massacre.

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Ao volante do carro da mãe, que momentos antes executara, o jovem abandona a residência da família eram 1h15 da madrugada de segunda-feira, parou o veículo cinco quilómetros depois no estacionamento da escola e permaneceu no interior até amanhecer. Outra câmara mostra o jovem a sair do automóvel, com mochila, e a entrar no estabelecimento de ensino para assistir às aulas, como normalmente.

Para o inspetor, o massacre foi premeditado e planeado por Marcelo com todo o cuidado ao longo de bastante tempo. A idia inicial do jovem era matar a família e fugir, mas algo, ainda por apurado, o fez mudar de planos. Talvez por isso Marcelo tenha regressado ao local do crime e se suicidado junto aos corpos dos familiares.

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As autoridades depararam-se com um cenário macabro na casa da família, ao ver os cadáveres do sargento da Polícia Militar Luís Marcelo Pesseghini, pai de Marcelo, da cabo Andréia Regina Bovo Pesseghini, a mãe do jovem, e tanto da avó como da tia. O quinto corpo era o de Marcelo. Foram os colegas de Andréia que estranharam o facto de ela ter faltado ao serviço e de não atender o telemóvel que primeiro chegaram ao local da tragédia.

QUERIA SER ASSASSINO

O melhor amigo de Marcelo, um menino da mesma idade que preferiu o anonimato, contou à polícia que o colega era obcecado por jogos com assassinos e que já tinha falado em matar os pais. Nunca ninguém o tinha levado a sério. Ainda segundo o adolescente, Marcelo confessou-lhe que tinha o sonho de se tornar num assassino profissional e de viver escondido, num local isolado, depois de iniciar a carreira criminal logo após matar os próprios pais.

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Uma professora também contou à polícia que Marcelo lhe perguntou uma vez se ela já tinha feito mal aos pais. Considerando a pergunta estranha, a docente respondeu de forma profissional e mudou o tema da conversa, sem nunca imaginar que este era um prenúncio do massacre que o aluno já deveria estar a premeditar.

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