Al-Jazeera exige libertação de jornalistas presos no Egito

Televisão árabe Al-Jazira congratulou-se pela libertação do jornalista australiano Peter Greste.

01 de fevereiro de 2015 às 17:24
Peter Greste, jornalista, australiano, Al-Jazeera Foto: Jornal Al Youm Al Saabi/Reuters
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A televisão árabe Al-Jazeera congratulou-se este domingo com a libertação do jornalista australiano Peter Greste, repatriado pelas autoridades egípcias, e exigiu a libertação dos seus outros dois jornalistas a cumprir penas de prisão no Egito.

"Estamos felizes por Peter e a sua família poderem juntar-se", disse Mostefa Souag, diretor-geral interino da Al-Jazeera Media Network, sedeada no Qatar. "Mas não ficaremos tranquilos enquanto Baher (Mohamed) e Mohamed (Fahmy) não estiverem também livres", acrescentou, referindo-se aos outros dois jornalistas da cadeia de televisão detidos em 2013 com Greste.

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As autoridades egípcias ordenaram este domingo a expulsão do jornalista australiano, condenado a sete anos de prisão por "difusão de informações falsas" e apoio aos islamitas. Horas depois, o jornalista embarcou num voo com destino a Chipre, de onde deverá seguir mais tarde para a Austrália.

Greste, Fahmi e Mohamed foram detidos em dezembro de 2013 no Cairo, quando cobriam a repressão dos islamitas que se seguiu à deposição pelas Forças Armadas do presidente eleito Mohamed Morsi, em julho de 2013. Os três jornalistas foram condenados em junho de 2014 a penas de prisão entre os sete e os dez anos.

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