Álibi de Jair Bolsonaro posto em causa no homicídio de Marielle Franco

Uma das magistradas que ilibaram o presidente de ligação à morte da ativista fez campanha eleitoral por Bolsonaro.

02 de novembro de 2019 às 10:39
Bolsonaro é suspeito de ter contactado o homicida pouco antes do crime Foto: Adriano Machado/Reuters
Jair Bolsonaro na Assembleia da ONU Foto: Reuters
Bolsonaro

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Um dia depois de magistradas do Ministério Público do Rio de Janeiro terem apresentado uma perícia que ilibava o presidente Jair Bolsonaro da acusação de ligação aos assassinos da vereadora Marielle Franco e do motorista, Anderson Gomes, essa prova técnica foi esta sexta-feira posta em causa.

Especialistas questionaram a credibilidade da perícia e o site The Intercept Brasil revelou que uma das magistradas fez campanha para Bolsonaro.

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Registos do Ministério Público mostram que as gravações, referentes ao dia dos crimes, 14 de março de 2018, foram entregues aos peritos para análise apenas na quinta-feira, duas horas antes da entrevista em que as magistradas ilibaram o presidente.

As gravações mostram as ligações feitas da portaria do condomínio Vivendas da Barra, no Rio de Janeiro, onde eram vizinhos Bolsonaro e o acusado de matar a vereadora, Ronnie Lessa, e desmentem a acusação de um porteiro de que foi o presidente a autorizar a entrada do outro acusado, Élcio Queiroz, pouco antes dos brutais assassínios.

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O The Intercept, por seu turno, reproduziu fotos e mensagens de redes sociais de uma das magistradas, Carmen Eliza Carvalho, em que usa t-shirts com a foto de Bolsonaro e o exalta.

Carmen surge ainda abraçada a um aliado do presidente que partiu uma placa de rua com o nome de Marielle.

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