ALTA TENSÃO ISRAELO-PALESTINIANA

Dez palestinianos foram mortos por soldados israelitas em 12 horas. O amanhecer violento no território autónomo palestiniano da Cisjordânia parece ser uma consequência directa da detenção, no sábado, do líder político do Hamas naquele território e do assassinato preventivo de um membro das Brigadas Mártires de al-Aqsa.

01 de setembro de 2002 às 15:23
ALTA TENSÃO ISRAELO-PALESTINIANA
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A escalada começou no sábado à tarde, quando helicópteros israelitas lançaram dois mísseis na direcção de um carro civil, onde viajava um elemento das Brigadas Mártires de al-Aqsa. Os três ocupantes da viatura morreram. O segundo míssil atingiu um prédio próximo, junto ao qual brincava um grupo de crianças, duas das quais, com nove anos de idade, morreram.

Poucas horas depois o Exército israelita montou uma rápida operação de busca casa a casa em Ramallah e deteve um dos homens mais procurados pela justiça hebraica, Hasan Yousef, líder político do Hamas na Cisjordânia. A Autoridade Nacional Palestiniana comentou tratar-se de uma perigosa escalada no conflito.

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Ontem à noite, um palestiniano infiltrado no colonato Har Bracha, perto de Nablus, foi morto por seguranças depois de ter aberto fogo de uma arma ligeira, ferindo uma mulher grávida e o marido. Pouco depois, quatro palestinianos foram mortos a tiro perto de outro colonato na área de Hebron. Os quatro indivíduos estavam desarmados, mas tinham alicates de corte. O Exército israelita disse que os palestinianos se preparavam para entrar no colonato. Fontes palestinianas contrapuseram que os homens foram mortos enquanto dormiam.

Já esta manhã, uma adolescente palestiniana, com 16 anos de idade, foi ferida a tiro num tiroteio perto de Jenin.

O conflito israelo-palestiniano parece ter entrado num novo ciclo acelerado de sangue. As ondas de choque da violência renovada fizeram-se sentir esta manhã no Sul do Líbano, onde atiradores do grupo xiita Hezbollah abrira fogo contra aviões israelitas.

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