Analista diz que morte de presidente iraniano é "importante perda" e sucessor deve ser conservador
Ebrahim Raisi tinha "inabalável lealdade para com o Líder Supremo", o 'ayatollah' Ali Khamenei.
A analista iraniana Ghoncheh Tazmini considerou esta terça-feira uma "importante perda" a morte do Presidente do Irão, Ebrahim Raisi, na queda de helicóptero ocorrida domingo, estimando que o sucessor continue a pertencer à ala conservadora.
A analista, autora de vários livros sobre história iraniana e "visiting fellow" do Centro para o Médio Oriente da London School of Economics, notou também como o falecido Presidente tinha "inabalável lealdade para com o Líder Supremo", o 'ayatollah' Ali Khamenei.
Dadas as suas características de "estadista diligente e direto" e "natureza diplomática e cautelosa", Raisi era "fiável para o regime, ao ponto de ser considerado um potencial candidato ao cargo de Líder Supremo numa era pós-Khamenei". "Por isso, a sua perda é importante", sublinhou à Lusa.
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