Andy Burnham promete “novo modelo político e económico”

Novo primeiro-ministro britânico diz que o seu Governo irá levar a cabo “as maiores mudanças dos últimos 40 anos”. Alívio do custo de vida e ajuda aos sem-abrigo são prioridades imediatas.

21 de julho de 2026 às 01:30
Andy Burnham, primeiro-ministro britânico Foto: ANDY RAIN/epa
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Andy Burnham tomou na segunda-feira formalmente posse como novo primeiro-ministro do Reino Unido com um apelo à estabilidade política e à “mudança de rumo”, prometendo um novo “modelo político e económico” e medidas imediatas para aliviar o custo de vida já a partir desta terça-feira.

Falando à chegada a Downing Street (residência oficial) após ter aceitado o convite do rei Carlos III para formar Governo, Burnham disse estar “plenamente consciente” de que é o sétimo primeiro-ministro desde 2016. “O Reino Unido precisa de mostrar ao mundo que pode recuperar a estabilidade”, afirmou, reconhecendo o descontentamento dos cidadãos com os políticos. “Não temos sido suficientemente bons e precisamos de ser melhores. E vamos ser”, acrescentou.

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O novo chefe do Governo defendeu que a sua tomada de posse será como um “interruptor” para o país, prometendo “as maiores mudanças dos últimos 40 anos”, incluindo uma reforma do modelo político, que disse querer tornar mais colaborativo e centrado na resolução de problemas.

Burnham, que anunciou antes de tomar posse a intenção de transferir parte do seu gabinete para Manchester, reiterou a ambição de promover uma descentralização do poder, redistribuindo competências às autarquias, e prometeu construir uma “nova economia”, com maior controlo público sobre serviços públicos essenciais e uma estratégia de reindustrialização.

No curto prazo, comprometeu-se a avançar com iniciativas para dar “algum alívio” às famílias face ao aumento do custo de vida, com detalhes a serem apresentados já a partir desta terça-feira, incluindo a forma de financiar essas medidas. Garantiu ainda que a sua primeira medida no cargo será acabar com os sem-abrigo.

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Burnham concluiu o seu primeiro discurso com um apelo à unidade nacional, defendendo a criação de um “novo sentido de propósito comum e de otimismo”. “Façamos deste o momento em que o Reino Unido volta a acreditar, o momento em que restauramos a esperança”, disse.

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