António Costa disponiibiliza ajuda da União Europeia à Venezuela em momento difícil

Para apoiar a resposta, o sistema europeu de satélites Copernicus foi ativado em modo de mapeamento de emergência.

25 de junho de 2026 às 13:53
Presidente do Conselho Europeu, António Costa Foto: Adam Warzawa/Lusa_EPA
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O presidente do Conselho Europeu, António Costa, manifestou esta quinta-feira disponibilidade da União Europeia (UE) para mobilizar ajuda de emergência para a Venezuela "nestes momentos difíceis", na sequência dos dois sismos registados da noite passada.

"As notícias que recebemos da Venezuela são profundamente devastadoras. Toda a nossa solidariedade e apoio ao povo venezuelano neste momento de enorme dor, após os terramotos que devastaram o país nas últimas horas", afirmou António Costa, numa publicação na rede social X.

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"O nosso pensamento está com todos os afetados, com aqueles que perderam entes queridos e com todos os que participam nas operações de emergência e de resgate. A União Europeia está pronta para apoiar os esforços de resposta de emergência em cooperação com os nossos parceiros humanitários e acompanhar a Venezuela nestes momentos difíceis", adiantou o antigo primeiro-ministro português.

Entretanto, a UE também emitiu uma declaração conjunta da Alta Representante para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, do comissário para as Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, e da comissária para a Preparação, Gestão de Crises e Igualdade, Hadja Lahbib, expressando a sua "solidariedade com o povo da Venezuela e com todos aqueles envolvidos nas operações de busca, salvamento e assistência humanitária".

"Estes terramotos ocorrem numa altura em que milhões de venezuelanos continuam a enfrentar necessidades humanitárias significativas. A União Europeia está em contacto com as autoridades e pronta para apoiar os esforços de resposta de emergência, ao mesmo tempo que já trabalha com parceiros para avaliar as necessidades humanitárias urgentes, à medida que mais informações ficam disponíveis", vincam os responsáveis.

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De acordo com Kallas, Síkela e Lahbib, "a UE está preparada para mobilizar assistência através do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia, caso receba um pedido".

Entretanto, para apoiar a resposta, o sistema europeu de satélites Copernicus foi ativado em modo de mapeamento de emergência.

"Mantemo-nos em estreita comunicação com os nossos parceiros humanitários e estamos prontos para fornecer todo o apoio operacional necessário", adiantam os responsáveis europeus.

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Dois grandes sismos foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causando pelo menos 164 mortos e mais de 900 feridos, segundo balanço oficial provisório.

O primeiro sismo de magnitude 7.2 ocorreu a cerca de 200 quilómetros de Caracas, seguido por um segundo de magnitude 7.5 e por cerca de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na região de La Guaira, a norte de Caracas, uma das mais afetadas.

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As autoridades venezuelanas decretaram o estado de emergência.

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