Apedrejada até à morte por adultério
Asha Ibrahim Dhuhulow era uma jovem de 23 anos. Líderes islamitas que controlam desde Agosto a cidade de Kismayu, no Sul da Somália, acusaram-na de adultério e condenaram-na à morte por lapidação.
Coberta com um véu verde, a acusada foi enterrada até ao pescoço, de mãos e pés atados, num buraco feito em plena praça principal, perante centenas de espectadores. Depois começou o macabro e cruel ritual de apedrejamento. Em nome do Islão.
À medida que as pedras brutalmente lançadas lhe atingiam a cabeça, a jovem gritava de dor. Uma familiar não suportou assistir passivamente ao seu sofrimento e correu para ela. Enraivecidos pela ousadia, os guarda islamitas dispararam e um dos tiros atingiu mortalmente uma criança. Mais tarde, líderes islamitas pediram desculpa pelo sucedido e prometeram punir o responsável.
Por três vezes, os guardas puxaram a vítima para cima para verificarem se estava morta. Enquanto não tinham a certeza, continuavam a apedrejá-la na cabeça. Abdullahi Aden, um residente, conta: "Trouxeram-na num carro para a praça. Disseram-nos que foi ela que quis submeter-se à punição, mas não nos pareceu que estivesse ali de livre vontade. Estava de mãos e pés atados e gritava muito", comentou.
Os líderes islamitas de Kismayu, presentes neste ritual de tortura, alegaram que a jovem tinha violado uma lei islâmica. A família rejeita o procedimento. "O apedrejamento é totalmente contra a religião", argumenta a irmã da vítima. "O Islão não manda executar uma mulher por adultério, a menos que este seja confirmado publicamente por quatro testemunhas e pelo próprio homem com quem manteve relações sexuais." Esta é a primeira execução pública ordenada por islamitas desde há dois anos.
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