Aprovação a Lula da Silva desaba e atinge o menor índice de todos os mandatos

Apenas 24% dos brasileiros aprovam o presidente do Brasil. Há dois meses atrás, a aprovação era de 35%.

15 de fevereiro de 2025 às 13:20
Lula da Silva Foto: Adriano Machado/Reuters
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A aprovação a Lula da Silva, eleito três vezes presidente do Brasil (2002, 2006 e 2022), que já vinha em queda gradual desde o ano passado, desabou nos últimos dois meses e é a menor dos três mandatos do veterano político, de 79 anos. Os dados foram avançados pela sondagem Datafolha divulgada, esta sexta-feira, que revela uma queda brutal de 11 pontos na aprovação ao presidente no curto prazo de dois meses.

Lula, de acordo com esse novo levantamento, é aprovado por apenas 24% dos brasileiros, enquanto 41% o reprovam. Na sondagem de dois meses atrás do mesmo instituto, a aprovação a Lula, nessa altura já baixa, era de 35%.

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Se os números agora divulgados, e que foram classificados por pessoas próximas ao chefe de Estado como “uma bomba atómica”, já são preocupantes para Lula no geral, são ainda mais desastrosos quando se faz um recorte do que pensam pessoas que há décadas constituem a base de apoio eleitoral do veterano político. Entre as pessoas que ganham até dois ordenados mínimos nacionais, principal base de sustentação do presidente, a queda nesses dois meses foi de 15 pontos, passando os que o aprovam de 44% para 29%.

Além disso, entre os eleitores de todo o país que assumem ter votado em Lula nas presidenciais de 2022, quando conquistou o terceiro mandato presidencial, a queda foi muito maior ainda: 20 pontos. Em apenas 60 dias, os eleitores que até agora eram fiéis a Lula da Silva e aprovavam a sua gestão cairam de 66% para 46%.

Para analistas já ouvidos sobre essa inédita queda de popularidade de Lula, que ameaça seriamente o projecto de se reeleger novamente nas presidenciais de 2026, o fortíssimo aumento no preço dos alimentos, que mais impacta nas classes de menor poder aquisitivo, explica em parte o aumento da reprovação ao chefe do executivo. Mas a ausência de Lula, que tem aparecido e falado muito menos do que nos mandatos anteriores, as crises que ele próprio criou com medidas ou frases polémicas ao longo de 2024, e a crescente sensação de que ele não está mais em condições de governar e se cercou de ministros pouco qualificados e acusados de irregularidades ajudaram ao descalabro na aprovação. 

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