Arábia Saudita vai investir mais de 500 milhões de dólares no Iémen
Anúncio de Bin Salman foi feito nas redes sociais, depois de forças pró-sauditas terem repelido no país vizinho uma ofensiva de separatistas pró-Emirados.
A Arábia Saudita vai investir mais de 500 milhões de dólares em projetos no Iemen, disse quarta-feira o seu ministro da Defesa, Khaled bin Salman.
O anúncio de Bin Salman foi feito nas redes sociais, depois de forças pró-sauditas terem repelido no país vizinho uma ofensiva de separatistas pró-Emirados.
"Projetos e iniciativas de desenvolvimento em setores vitais no montante de 1,9 mil milhões de rials" (506 milhões de dólares), financiados pela monarquia do Golfo vão ser lançados em 10 regiões iemenitas, detalhou o ministro.
Os projetos, vão ser feitos no âmbito do Programa saudita de Desenvolvimento e Reconstrução do Iémen, inclui a construção da primeira central de dessalinização, a restauração do aeroporto de Aden, a abertura de um hospital na ilha de Socotra e a construção e gestão de 30 escolas, especificou.
Um dirigente do programa confirmou que os financiamentos respeitam a "novos projetos" no sul iemenita, onde têm estado ativos os separatistas do Conselho de Transição do Sul (CTS), apoiados pelos Emirados Árabes Unidos (EAU).
Os EAU e os sauditas representaram a coluna vertebral de uma coligação de combate aos rebeldes houthis, que se apoderaram da capital, Sana, em 2014, e controlam ainda a maior parte do país.
Mas uma onfensiva em dezembro das formas do CTS mergulhou o Iémen em um novo período de cpflito e evidenciais profundas divisões entre sauditas e emiradenses.
O avanço das forças apoiadas pelos EAU, nas províncias de Hadramawt e Mahra, fronteiriças da Arábia Saudita e Omã, foi repelido por ataques aéreos sauditas e uma contraofensiva terrestre das forças pró-sauditas.
O governo, antes dividido entre personalidades apoiadas por sauditas ou emiradenses, foi purgado e os ministros alinhados com os EAU foram demitidos, tendo sido emitida uma declaração a apelar a todas as fações para que se unissem, sob o comando saudita.
Com a saída dos EAU, a Arábia Saudita torna-se a única potência a gerir as diferentes fações mo seio do governo e a dirigir um país devastado por mais de uma década de guerra.
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