Argentina: Kirchner recupera bem após extrair cancro da tiróide

A presidente da Argentina, Cristina Fernandez Kirchner, está a recuperar bem da cirurgia para extracção de um cancro na tiróide, realizada na manhã desta quarta-feira, no Hospital Universitário Austral, em Pilar, a 50 quilómetros de Buenos Aires, a capital do país. A informação, que já havia sido avançada pela imprensa argentina, foi confirmada pelo porta-voz presidencial, Alfredo Scoccimarro.

04 de janeiro de 2012 às 19:35
Cristina Kirchner, Argentina, Buenos Aires, Cancro, Tiróide, Tumor, Tumor cancerígeno, Chefe de Estado, Foto: Marcos Brindicci/Reuters
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De acordo com o comunicado de Scoccimarro, a cirurgia decorreu sem qualquer anomalia e Kirchner reagiu bem ao procedimento. A operação foi comandada pelo médico Pedro Saco, chefe do departamento de cirurgia do hospital, um dos mais modernos da Argentina, e do serviço de cabeça e colo do Instituto de Oncologia da Universidade de Buenos Aires.

Ao todo, a cirurgia demorou três horas e meia. Agora, segundo a previsão dos médicos, a presidente vai ficar 72 horas no hospital, seguidas de 20 dias de repouso em casa. O cancro foi descoberto três dias antes do Natal e anunciado oficialmente por Scoccimarro no dia 27 de Dezembro.

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Laudos médicos realizados ainda em Dezembro mostraram que o tumor estava circunscrito ao lobo direito da tiróide, não tendo atingido os gânglios linfáticos nem qualquer outro orgão. Em casos como este, garantem os especialistas, as probalidades de cura são superiores a 90%, mas o paciente vai ter que tomar medicamentos para o resto da vida, que substituam a acção da tiróide, onde são produzidas hormonas que afectam todo o organismo.

Várias horas antes da chegada da chefe de Estado, dezenas de pessoas já se concentravam em frente ao hospital e, em pouco tempo, já eram centenas. Os populares estenderam faixas com apoio à presidente, nomeadamente com um dos slogans da sua campanha vitoriosa à reeleição, em Outubro, “Avante, morena!”

Barraquinhas com comes e bebes dão apoio à multidão, que promete ficar no local até à saída de Cristina, prevista para o final de sexta-feira ou amanhecer de sábado. Devido à manifestação e presença da presidente, todas as cirurgias não urgentes e até consultas foram suspensas no Hospital Austral. Um forte dispositivo de segurança ocupou as instalações hospitalares e as proximidades do edifício, garantindo a segurança e a privacidade da chefe de Estado.

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Em Dezembro, Cristina Kirchner foi reconduzida ao cargo para mais um mandato à frente do governo da Argentina, de que agora se afastará por algumas semanas. Nesse período, será substituida no comando do país pelo vice-presidente da República, Amado Boudou.

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