Arranca hoje a Cimeira da NATO na Turquia com apoio à Ucrânia na agenda

Em cima da mesa estão compromissos em matéria de despesas com defesa e o apoio contínuo à Ucrânia.

Atualizado a 07 de julho de 2026 às 15:17
O presidente Donald Trump conversa com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan à chegada à cimeira da NATO em Ancara, na Turquia
O chanceler Friedrich Merz e a sua esposa, Charlotte Merz, dirigem-se para o avião no Aeroporto de Berlim-Brandemburgo para voarem para a cimeira da NATO na Turquia Foto: Michael Kappeler/picture-alliance/dpa/AP
O presidente sul-coreano Lee Jae Myung e a sua esposa, Kim Hea Kyung, chegam à cimeira da NATO em Ancara, na Turquia, na terça-feira, 7 de julho de 2026. Foto: Metin Aktaş, Pool Photo via AP
O presidente da República Checa, Petr Pavel, ao centro à direita, chega à Cimeira da NATO em Ancara, na Turquia Foto: Metin Aktaş, Pool Photo via AP
O primeiro-ministro canadiano Mark Carney e a sua esposa, Diana Fox Carney, desembarcam de um avião à chegada à cimeira da NATO em Ancara, terça-feira, 7 de julho de 2026 Foto: Adrian Wyld/The Canadian Press via AP

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A Cimeira da Nato 36ª arrancou esta terça-feira em Ancara, capital da Turquia, no complexo presidencial de Bestepe, com a presença de vários líderes mundiais. Em cima da mesa estão compromissos em matéria de despesas com defesa e o apoio contínuo à Ucrânia.

O evento do Tratado do Atlântico Norte decorre até esta quarta-feira, 8, sendo ainda esperados encontros, à margem, entre o chefe de estado norte-americano, Donald Trump, com os homólogos ucraniano e sírio.

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FOTO: AP Photo/Alex Brandon
O presidente Donald Trump aperta a mão do presidente turco Recep Tayyip Erdogan no Palácio Presidencial de Bestepe, durante uma cerimónia de boas-vindas à cimeira da NATO em Ancara, na Turquia, na terça-feira, 7 de julho de 2026
FOTO: AP Photo/Alex Brandon
O presidente Donald Trump é recebido pelo presidente turco Recep Tayyip Erdogan no Palácio Presidencial de Bestepe, durante uma cerimónia de boas-vindas à cimeira da OTAN em Ancara, na Turquia, na terça-feira, 7 de julho de 2026
FOTO: AP Photo/Alex Brandon
O presidente Donald Trump é recebido pelo presidente turco Recep Tayyip Erdogan no Palácio Presidencial de Bestepe, durante uma cerimónia de boas-vindas à cimeira da NATO em Ancara, na Turquia, na terça-feira, 7 de julho de 2026

Rutte convoca Europa para revolução industrial contra ameaças globais

Num momento decisivo para a segurança do espaço transatlântico, o Secretário-Geral da NATO, Mark Rutte, o primeiro a discursar no complexo presidencial de Bestepe, revelou um investimento sem precedentes na base industrial de defesa da Aliança. No último ano, a NATO injetou 37 mil milhões de dólares no reforço da sua capacidade produtiva, expandindo fábricas e espaços de produção que, somados, equivaleriam a mais de 2.000 campos de futebol.

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O objetivo é claro e urgente: duplicar a capacidade de produção de munições de artilharia, atingindo a meta de quatro milhões de projéteis anuais até ao próximo ano. No entanto, Rutte reconhece que a Aliança enfrenta um desafio colossal.

Enquanto a NATO se organiza, a Rússia continua a intensificar o seu esforço bélico, alocando quase metade do seu orçamento nacional para alimentar a máquina de guerra que sustenta a invasão na Ucrânia e ameaça a estabilidade em toda a Europa. Já a China continua a modernizar as suas Forças Armadas "sem transparência" e a Coreia do Norte está a expandir o seu programa nuclear e a abastecer a Rússia.

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FOTO: AP Photo/Hussein Malla
O Secretário-Geral da NATO, Mark Rutte, à direita, cumprimenta o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, à margem da cimeira da NATO em Ancara, na Turquia, na terça-feira, 7 de julho de 2026
FOTO: DIREITOS RESERVADOS
O Secretário-Geral da NATO, Mark Rutte, intervém durante o Fórum da Indústria de Defesa da NATO, na cimeira da NATO em Ancara, na Turquia, na terça-feira, 7 de julho de 2026
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Para Mark Rutte, a resposta a esta pressão não pode ser tímida. O Secretário-Geral sublinhou que, perante a atual conjuntura, é necessária uma mudança de paradigma "de uma revolução industrial de defesa transatlântica. O zumbido das máquinas deve transformar-se num rugido".

O Secretário-Geral foi perentório ao dirigir-se aos Estados-membros e ao setor privado, afirmando que o ritmo de produção atual não é um destino, mas um ponto de partida. Rutte reforçou que a segurança coletiva depende da continuidade do investimento tanto por parte dos governos nacionais como das indústrias, garantindo que a Aliança tenha a capacidade material de deter qualquer ameaça e manter a prontidão necessária para os desafios dos próximos anos.

Zelensky defende adesão da Ucrânia à NATO e combate aos mísseis russos

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O segundo a dicursar foi o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que reafirmou que a entrada da Ucrânia na Aliança é um passo lógico e estratégico. Para o líder ucraniano, a integração é um caminho natural para garantir a estabilidade perante a vizinhança constante com a Rússia: "Já nos vemos como parceiros fiáveis e seria apenas natural tornarmo-nos parte de uma comunidade de segurança comum. [...] O facto é que permaneceremos ao lado da fonte do problema, a Rússia, por muito tempo."

Zelensky destacou a Ucrânia como uma potência em inovação militar, revelando que o país possui a capacidade de guerra com drones mais avançada do mundo. O Presidente mencionou o impacto deste poderio no campo de batalha, onde quase 28.000 soldados russos foram eliminados em junho, maioritariamente por drones. "A Ucrânia na NATO é uma fonte de extraordinária capacidade defensiva. [...] Francamente, não nos orgulhamos disto."

O chefe de Estado ucraniano alertou para a principal ameaça que a Europa enfrenta atualmente, salientando a necessidade de autonomia produtiva: "A única coisa que ainda precisamos de fazer aqui na Europa é construir uma defesa forte contra os mísseis balísticos da Rússia. Este é um grande desafio, é verdade. Esta é a última grande vantagem da Rússia."

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Zelensky concluiu que a Europa precisa de produzir urgentemente os seus próprios sistemas anti-balísticos e mísseis, sublinhando que, apesar da excelência do sistema Patriot norte-americano, a capacidade de produção atual é insuficiente para satisfazer a procura global.

Em atualização

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