ASSASSINOS DE CARLOS CARDOSO CONDENADOS
Os seis réus acusados da autoria material e moral do assassínio do jornalista moçambicano Carlos Cardoso foram condenados a um total de 130 anos de prisão pelo tribunal judicial de Maputo, noticia o jornal “Zambeze”, que antecipou as condenações que deverão ser amanhã divulgadas.
Carlos Cardoso, que se destacou pela investigação em áreas económicas e políticas, foi assassinado a tiro dentro do seu automóvel, a 22 de Novembro de 2000, a poucos metros do jornal de que era proprietário e editor, “O Metical”, de onde acabara de sair depois de um dia de trabalho.
Nos meses anteriores ao seu assassínio, Carlos Cardoso havia publicado notícias sobre o desaparecimento, em 1996, de 14 milhões de dólares em subsídios para a privatização do Banco Comercial de Moçambique (BCM), um dos maiores bancos comerciais do país, que provocaram um autêntico terramoto político.
Estas notícias acabaram por conduzir a inquéritos parlamentares e, eventualmente, forçaram o presidente Joaquim Chissano a demitir o procurador-geral e seis importantes membros do governo moçambicano, em Março de 2000.
De acordo com o jornal “Zambeze”, Aníbal dos Santos Júnior, julgado à revelia e considerado o ‘cérebro’ e principal autor material do crime, foi condenado à pena máxima de 24 anos de prisão. Esta mesma pena foi aplicada também a Manuel dos Anjos Fernandes, a Carlos Rachide Cassamo e a Momed Abdul Satar, autores materiais do crime.
Vicente Ramaya, ex-gerente do balcão do antigo BCM, o banco onde se verificou o desfalque que estava a ser investigado por Carlos Cardoso, foi também condenado a 24 anos de prisão, acusado igualmente da autoria moral do crime, que também penalizou Ayob Ayub Satar com 10 anos de prisão.
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