Ataque de Trump ao Irão incendeia Médio Oriente
EUA e Israel lançaram, este sábado, uma ofensiva militar conjunta contra o Irão.
Os EUA e Israel lançaram este sábado uma ofensiva militar conjunta contra o Irão, denominada ‘Fúria Épica’ para os norte-americanos e ‘Rugido do Leão’ para os israelitas, com mísseis disparados a partir da força naval estacionada no golfo Pérsico e ataques coordenados no ar. A reação do Irão demorou algumas horas, mas surpreendeu, atacando as bases militares norte-americanas em todo o Médio Oriente e instalando o pânico em vários países da região. O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, começou por dizer que se tratava de um “ataque preventivo”, mas, mais tarde, as Forças de Defesa de Israel deixaram claro que seria uma operação de um âmbito mais vasto. A justificação veio do outro lado do Atlântico. “O nosso objetivo é eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano. Quando terminarmos, tomem o poder”, pediu Trump, desafiando o povo iraniano a “assumir o controlo do seu destino”. O primeiro-ministro israelita alinhou as suas palavras pelo mesmo diapasão. “Chegou o momento de todos os segmentos do povo iraniano – persas, curdos, azeris, balúchis e ahwazis – se libertarem do jugo da tirania e construírem um Irão livre e pacífico”, disse Netanyahu. Nesta altura ainda não havia sinais da prometida retaliação iraniana. Só quando as sirenes se ouviram em várias cidades de Israel se percebeu que a reação estava a chegar. A ‘Cúpula de Ferro’ abateu a quase totalidade dos mísseis e drones disparados pelo Irão, não havendo notícias de vítimas mortais. As populações refugiaram-se nos abrigos e os doentes dos hospitais foram transferidos para instalações subterrâneas. A surpresa veio a seguir: a base dos EUA no Bahrein tinha sido atingida, a que se seguiram outras, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Iraque, alargando o conflito a todo o Médio Oriente.
Ao longo do dia seguiram-se vagas de mísseis de um lado e de outro. Na mira da aliança EUA-Israel, as principais figuras (políticas e militares) do regime iraniano, enquanto Teerão continuou a atacar vários países da região.
O cerco norte-americano ao Irão
Não se sabe quantas vítimas mortais já provocou esta guerra. A única certeza é que os ataques vão continuar “o tempo que for necessário”, segundo Israel, até que o regime iraniano deixe de comprometer a estabilidade regional e internacional. O último conflito entre os dois países durou 12 dias. Do ponto de vista militar, Telavive faz um balanço positivo, garantindo que atingiu centenas de alvos militares iranianos, incluindo lançadores de mísseis. Tanto Trump como Netanyahu pediram aos iranianos para se levantarem contra o regime. Já as autoridades iranianas pediram aos habitantes de Teerão para deixarem a capital, o que deixa antever que o Irão ainda terá capacidade para retaliar.
E TAMBÉM
Posição do governo
Marcelo escusou-se a comentar o ataque contra o Irão, remetendo para a posição do Governo. O Executivo “apela a todos à máxima contenção para evitar uma escalada, preservar a paz e a segurança internacionais”, e “insiste na necessidade de o Irão respeitar os direitos humanos do seu povo, que têm sido violados de forma inadmissível”.
Atento
Keir Starmer revelou que as forças e aviões britânicos estavam a participar em esforços defensivos coordenados para proteger os interesses do país e dos aliados.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt