Ataque 'jihadista' mata pelo menos 10 militares no Mali
Ataque foi reivindicado pelo Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos.
Pelo menos 10 militares foram mortos este domingo numa cidade do centro do Mali, num ataque a um acampamento do exército, reivindicado por um grupo 'jihadista' afiliado da Al-Qaida, segundo fontes de segurança e locais.
O acampamento foi "temporariamente ocupado pelos atacantes", declarou à agência France-Presse (AFP) uma fonte de segurança, indicando um balanço provisório de "10 militares mortos".
Na cidade de San, onde ocorreu o ataque, uma fonte local também confirmou perdas nas forças armadas, sem especificar o número exato.
O ataque foi reivindicado pelo Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM), afiliado à Al-Qaida, numa mensagem em que afirma ter conseguido tomar a totalidade “de uma guarnição do exército do Mali na cidade de San, na região de Ségou.
No passado dia 18 de julho, pelo menos 50 militares foram mortos no norte do Mali quando uma coluna do exército foi atacada pela coligação dos ‘jihadistas’ do JNIM e dos independentistas tuaregues do Frente de Libertação do Azawad (FLA).
Tratou-se de um dos ataques mais mortíferos sofridos pelo exército desde o início do conflito no Mali, país afetado desde 2012 por uma profunda crise de segurança, alimentada sobretudo pelas violências de grupos afiliados às organizações ‘jihadistas’ Al-Qaida e Estado Islâmico, e por movimentos independentistas tuaregues.
Desde dois golpes de Estado sucessivos em 2020 e 2021 o país é governado por militares que chegaram ao poder prometendo restaurar a segurança e manter a sua integridade territorial.
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