Atentados em Paris: "Não há razão para haver pânico agora"
Vereador português sem dúvidas.
Um mês após o ataque ao semanário satírico Charlie Hebdo, "em Paris, não há razão para haver pânico agora", disse à Lusa Hermano Sanches Ruivo, vereador do 14.º bairro da capital francesa.
"O sentimento geral é que a cidade recuperou uma parte da calma, como não podia deixar de ser. Há uma vontade de segurança, não há um sentimento de pânico", descreveu o português.
O Hôtel de Ville de Paris continua decorado com faixas onde se lê 'Paris é Charlie', 'Nós somos Charlie' e 'Charlie Hebdo - Cidadão de Honra da Cidade de Paris', uma distinção atribuída dois dias após o atentado de 7 de janeiro que dizimou a redação do semanário.
O vereador precisou que a autarquia está "à procura de outro espaço" para o jornal, que antes "estava albergado em prédios da cidade". Os jornalistas do 'Charlie' foram acolhidos pela redação do diário Libération, onde continuam a trabalhar, e um dos sobreviventes do ataque, Laurent Léger, anunciou no 'twitter', esta semana, que o próximo número sai no dia 25 de fevereiro.
Hermano Sanches Ruivo admitiu que "há claramente um antes e um após Charlie", considerando que se passou de um terrorismo que visa o público em geral a "um ato militar preparado com objetivos muito específicos e sobretudo simbólicos".
O vereador socialista garantiu que, em França, "não há uma vontade de ver no Islão o diabo", lembrando que "há dois, três anos, eram mais de 70 por cento os franceses que achavam que o Islão não era compatível com a sociedade francesa e agora são 51 por cento a pensar que pode haver uma diferenciação".
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