Aumenta a pressão para ouvir Bolton no julgamento de Trump no Senado
Livro do ex-conselheiro implica diretamente o presidente nas pressões à Ucrânia.
A pressão sobre os republicanos para aceitarem chamar a depor John Bolton no julgamento de Trump no Senado aumentou, após vir a público que o ex-conselheiro de Segurança Nacional implica diretamente o presidente nas pressões à Ucrânia num novo livro ainda por publicar.
Segundo o ‘New York Times’, Bolton confirma no livro que Trump lhe disse que pretendia congelar a ajuda militar à Ucrânia até o governo de Kiev ajudar a investigar o democrata Joe Biden, e recusou durante semanas os conselhos de vários responsáveis da Administração, incluindo o secretário de Estado Mike Pompeo e o próprio Bolton, para libertar a ajuda.
Os democratas alegam que a revelação reforça a importância de chamar Bolton a depor como testemunha no julgamento de destituição de Trump no Senado, o que até agora estes tinham recusado fazer. Face às novas revelações, porém, alguns republicanos parecem ter recuado e admitem agora votar a favor do testemunho de Bolton. Pelo menos dois, Mitt Romney e Susan Collins, já o disseram abertamente, enquanto o influente Lindsey Graham admitiu votar a favor de uma intimação judicial para obter o livro. Recorde-se que os democratas precisam de pelo menos quatro votos republicanos, na votação marcada para sexta-feira, para conseguir aprovar a audição de Bolton.
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