Aumenta número de estrangeiros repatriados em Manica a tentar chegar a África do Sul

De janeiro a junho de 2019, 195 cidadãos estrangeiros foram repatriados.

04 de julho de 2019 às 18:24
África do Sul Foto: Reuters
Manica, eleições, Moçambique Foto: André Catueira/Lusa

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O número de estrangeiros em situação ilegal repatriados no primeiro semestre deste ano na província de Manica, centro de Moçambique, aumentou, disse esta quinta-feira à Lusa fonte oficial.

De acordo com Jorge Machava, porta-voz do Serviço Provincial de Migração de Manica, de Janeiro a Junho de 2019, 195 cidadãos estrangeiros foram repatriados, contra 135 estrangeiros do período homologo de 2018 naquela província, considerada por estrangeiros dos países vizinhos um ponto privilegiado na imigração clandestina rumo à África do Sul.

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"Só nestes seis meses repatriamos 140 cidadãos malauianos que tentavam chegar a Africa de Sul de forma ilegal", destaca Jorge Machava.

O responsável disse ainda que a maioria dos estrangeiros foram encontrados em movimento, transportados em condições desumanas, em carroçarias de viaturas e, nalgumas vezes cobertos com lonas.

Da lista, prosseguiu, constam também cidadãos egípcios, bengalis, nigerianos e camaroneses, que entram no país através das fronteiras de Zobué e Cassacatiza, em Tete, idos do Maláui e Zâmbia, para chegar à "economia mais estável da região".

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A travessia dos imigrantes na fronteira com o Maláui é geralmente feita por um guia, que cobra altos valores aos candidatos a emprego na Africa do Sul, onde igualmente são introduzidos de forma ilegal.

Os governos de Moçambique e Malawi anunciaram a conclusão da reafirmação das suas fronteiras em Novembro de 2017, estando em finalização entre Zâmbia e Tanzânia, uma das medidas de reforço de segurança contra a entrada e movimentação ilegal de estrangeiros, mas os vários poros frágeis da extensa fronteira continuam a permitir os movimentos.

"Temos trabalhado com a Polícia, guarda fronteira e serviços de investigação criminal para minimizarmos os casos de violações de fronteiras", disse Jorge Machava.

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