Aumentam as denúncias de vídeos de agressões contra animais
Andre Robinson, de 21 anos, foi detido por ter dado um pontapé num gato, em Brooklyn, Nova Iorque. Liga Portuguesa da Defesa do Animal defende que imagens de agressões como estas, divulgadas nas redes sociais, merecem sempre ser denunciadas.
Há coisas que utilizadores da Internet não toleram e a violência contra os animais é uma delas. Hoje em dia, sites como o YouTube e o Facebook permitem publicar quase todos os tipos de vídeos, tornando-se difícil controlar conteúdos abusivos – e em última análise, são os próprios internautas a censurá-los. De acordo com a presidente da Liga Portuguesa da Defesa do Animal, Maria do Céu Sampaio, são cada vez mais as pessoas que utilizam as redes sociais para fazer denúncias.
Na sexta-feira, tornou-se viral, nos Estados Unidos, um vídeo onde um jovem pontapeava um gato, enquanto se ouviam risos nos 'bastidores’. O que tornou o vídeo viral foi a revolta dos utilizadores do Facebook, que condenaram o comportamento violento do jovem.
Os milhares de partilhas que o vídeo teve fizeram com que se pudesse descobrir que mesmo foi filmado no bairro de Bedford-Stuyvesant, no distrito de Brooklyn, em Nova Iorque. Informação esta que chegou à polícia local.
O jovem do vídeo, Andre Robinson, de 21 anos, acabou por ser detido e acusado de agressão criminal agravada. O jovem já tinha oito antecedentes criminais, de acordo com o 'New York Daily News'. O relatório de detenção, a que o mesmo jornal teve acesso, afirma que o gato voou cerca de sete metros devido ao pontapé e que foi considerado um ataque planeado, em que Robinson afirma “vejam isto”, antes de pontapear o gato.
De acordo com os vizinhos, o gato vagueava por aquela zona há meses, era amigável e não constituía qualquer perigo para ninguém.
DIFÍCIL IDENTIFICAR OS AGRESSORES
Mas o desfecho deste caso é uma "sorte". De acordo com Maria do Céu Sampaio, presidente da Liga Portuguesa dos Direitos do Animal, “nem sempre é fácil detetar ou investigar” uma denúncia. Mesmo com provas em vídeo, “é difícil identificar o local ou as pessoas em causa”. Maria do Céu acredita que o Facebook pode ser uma “arma importante” devido à rapidez com que a informação é transmitida, mas lamenta que se propague tanta “informação falsa e desatualizada”, que dificulta o papel das associações de defesa dos animais.
"As pessoas empolgam-se com as histórias tristes e, muitas vezes, deturpam os factos", lamenta a presidente, que admite receber cerca de quinze denúncias por semana, só através do Facebook. "O telefone toca a toda a hora, às vezes de dez em dez minutos”, conta Maria do Céu, mas o Facebook “tem vindo a ganhar importância” nas denúncias.
Este caso passado nos EUA é raro e, em Portugal, é difícil que os desfechos sejam semelhantes. “Através da Internet não se prova nada”, afirma Maria do Céu, peremtória. “Mesmo que saibamos onde é que a história começou e que foi verdade, não temos autoridade para investigar por meios próprios e as autoridades tem casos mais importantes em mãos”.
No entanto, a líder desta associação pede às pessoas para não desanimarem e para “denunciarem” sempre que tiverem alguma fonte concreta. A partir daí, a Liga tenta “ir ao sítio investigar” ou “falar com as autoridades”, se o caso se justificar.
IMAGENS COMO AS QUE SE SEGUEM FORAM ALVO DE DENUNCIA E O AGRESSOR ACABOU DETIDO (AVISO: SÃO IMAGENS VIOLENTAS)
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