Autoridades francesas abrem inquérito sobre ameaças de falsas bombas em aviões

Dezenas de voos comerciais foram alvo de alertas de bomba desde o início da semana na Europa.

07 de novembro de 2026 às 17:58
Avião Foto: Pexels
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O Ministério Público de Paris abriu um inquérito sobre os falsos alertas de bomba que visaram aviões que sobrevoavam o território francês, nomeadamente para investigar uma eventual ligação dos autores a "potências estrangeiras", anunciou este sábado. 

As investigações estão a ser "conduzidas para identificar os autores dos e-mails que divulgaram estas informações falsas, com o objetivo de fazer crer numa destruição perigosa, bem como a sua eventual ligação a potências estrangeiras", explicou o Ministério Público, contactado pela AFP.

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Na quinta-feira, um avião da Aer Lingus foi desviado para Évreux na sequência de um alerta de bomba. Matignon tinha dado conta, na sexta-feira, de quatro novos alertas emitidos em aviões que sobrevoavam o território francês e nos quais os serviços procederam a "inspeções de segurança". Três dessas aeronaves aterraram em Orly, a quarta em Bordéus, todas sem incidentes, segundo uma fonte a par do caso.

"Está em curso uma investigação para determinar a origem destes alertas que afetam toda a Europa", acrescentaram, sem mais pormenores, os serviços do primeiro-ministro Sébastien Lecornu, responsável pela segurança e pela defesa aérea do país.

Dezenas de voos comerciais foram alvo de alertas de bomba desde o início da semana na Europa. Os aviões tiveram de ser desviados, escoltados por caças, evacuados ou revistados. Em todos os casos, sem que se tenham encontrado bombas.

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Também a polícia portuguesa recebeu na manhã de sexta-feira um alerta de ameaça de bomba num avião da Ryanair que iria sair do aeroporto de Lisboa com destino a Roma.

Meios de comunicação irlandeses, britânicos como a Sky News, ou franceses como a TF1, também receberam alertas de bomba.

O Governo irlandês denunciou na sexta-feira uma "provável campanha coordenada destinada a causar perturbações".

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Esta série de falsos alertas, difíceis de atribuir, tem como consequência mobilizar os serviços de segurança e semear o medo com um custo mínimo, sublinham os especialistas.

As reivindicações enviadas na quinta-feira aos aeroportos de Roma e de Sófia provinham dos "combatentes do Estado masculino", parecendo remeter para o nome de um movimento ultranacionalista russo, mas o seu líder negou qualquer envolvimento.

Os responsáveis europeus denunciam há meses o aumento das operações de desestabilização, conduzidas em benefício da Rússia ou do Irão, quer se trate de campanhas de desinformação, sabotagem, ciberataques, atentados, etc.

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Os serviços de informações antecipam há várias semanas um endurecimento destas campanhas, nomeadamente por parte da Rússia, com o objetivo de exercer pressão sobre o apoio europeu à Ucrânia.

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