Autoridades moçambicanas investigam cinco polícias por roubo de 56 Kg de ouro

A vítima é um cidadão de nacionalidade estrangeira, que terá sido roubado no dia 5 de julho.

11 de julho de 2025 às 17:48
Ouro Foto: Pixabay
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Cinco membros da polícia moçambicana estão a ser investigados pelo Ministério Público na província de Nampula, norte de Moçambique, por alegado envolvimento no roubo de 56 quilogramas de ouro e 900 gramas de pedra paraíba, foi anunciado esta sexta-feira.

Trata-se de quatro membros da Polícia da República de Moçambique (PRM) e um agente do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic), com processos-crime abertos pelo Ministério Público naquela província, com investigações em curso e audições pelo tribunal judicial local, conforme foi avançado hoje, em conferência de imprensa, pelo porta-voz do tribunal judicial da província de Nampula, Victor Vilanculo.

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O responsável disse que a vítima é um cidadão de nacionalidade estrangeira, que terá sido roubado no dia 5 de julho, no distrito de Mogovolas, em Nampula. Para além dos polícias, outros três cidadãos são igualmente investigados e com processos abertos por suspeitas de envolvimento no caso.

"Fala-se, sim, de agentes da polícia de Mogovolas, mas, como me referi, a questão é que estes agentes da polícia foram indiciados neste processo porque os assaltantes identificaram-se como tal e houve uma perseguição também realizada pela polícia que encontrou dentro de uma das viaturas cartões de identificação de alguns membros da polícia", disse o porta-voz do tribunal judicial da província de Nampula.

Segundo o tribunal, o assalto ocorreu com recurso a três armas de fogo do tipo AK-47 e outra do tipo pistola.

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"O que se pode dizer é que os meliantes se fizeram passar por membros da PRM e se identificaram como tal e exibiram inclusive alguns documentos da polícia", acrescentou Victor Vilanculo.

Os indiciados tinham sido detidos em 9 de julho, mas alguns já estão em liberdade após o primeiro interrogatório judicial, tendo sido aplicada como medida de coação liberdade provisória sob termo de identidade e residência, adiantou o tribunal judicial da província de Nampula.

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