Autoridades tentam resgatar corpo de missionário morto por tribo
Polícia ficou a 400 metros da ilha e avistou os membros da tribo armados com arcos e flechas.
John Allen Chau, um jovem missionário norte-americano de 27 anos foi morto pela tribo que habita a ilha Sentinela do Norte, no arquipélago de Andamão e Nicobar, uma das últimas do planeta a viver sem contacto com o Mundo exterior. O cadáver de Chau foi abandonado na praia e continua por recuperar.
A morte do missionário cristão, que visitou a ilha para converter os indígenas, ignorando os alertas das autoridades, pôs em destaque o turismo ilegal naqueles territórios isolados.
As autoridades indianas estão a tentar resgatar o corpo do jovem mas até ao momento sem sucesso. O perigo que os Sentinela representam para os forasteiros tem deixado de pé atrás todos os que tentam aproximar-se da ilha.
O mais perto que as autoridades conseguiram chegar foi a 400 metros da ilha e avistaram os locais armados com arcos e flechas. "Eles ficaram a olhar para nós e nós a olhar para eles", disse o chefe da polícia daquela região.
"Ainda não vimos o corpo mas conhecemos a área onde se acredita que ele esteja enterrado", acrescentou.
Cerca de 500 mil turistas visitam as ilhas em cada ano. Mas a ilha Sentinela do Norte é uma de mais de 20 que não pode ser visitada sem autorização especial.
A guarda costeira faz patrulhas para intercetar os mais aventureiros, mas a dimensão da zona a patrulhar permite que alguns escapem à vigilância, muitas vezes, como no caso de Chau, com a ajuda de pescadores que recusam aproximar-se demasiado da costa devido à hostilidade dos indígenas.
No dia em que foi morto, Chau foi deixado ao largo e depois remou sozinho numa canoa até à ilha. De acordo com os pescadores detidos, "foi alvejado com flechas, mas continuou". De seguida, os indígenas "ataram uma corda ao seu pescoço e arrastaram-no pela areia", abandonando de seguida o cadáver na praia.
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