Ban Ki moon pede solidariedade da UE com países envolvidos
Lembrou que a Itália, a Grécia e Malta "suportam o mais pesado fardo" nas operações de socorro e acolhimento.
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, exortou, esta segunda-feira, a União Europeia a apoiar os esforços dos países mais expostos à imigração e que estão envolvidos nas operações de socorro no Mediterrâneo.
"O Mediterrâneo transforma-se rapidamente num mar de sofrimento para milhares de imigrantes", afirmou Ban Ki-moon na abertura de uma reunião na ONU para preparar uma cimeira humanitária prevista para a Turquia no próximo ano.
Lembrando que a Itália, a Grécia e Malta "suportam o mais pesado fardo" nas operações de socorro e acolhimento, pediu à União Europeia para que "demonstre a sua solidariedade e intensifique o seu apoio" a esses países.
Tal inclui, disse, "reforçar a capacidade de salvamento no Mediterrâneo e noutros locais" mas também tomar medidas contra "os criminosos que exploram os mais vulneráveis", afirmou, referindo-se aos traficantes.
A morte de centenas de imigrantes ao largo da Líbia é "um escândalo para a consciência humana"", disse também Ban Ki-moon, acrescentando que os naufrágios ocorridos no ano passado fizeram duas vezes mais vítimas do que o naufrágio do Titanic.
A União Europeia marcou para quinta-feira, em Bruxelas, um Conselho Europeu extraordinário sobre o drama dos imigrantes no Mediterrâneo, na sequência das últimas tragédias ao largo das costas da Líbia.
"A situação no Mediterrâneo é dramática. Não pode continuar assim. Não podemos aceitar que centenas de pessoas morram ao tentar atravessar o mar rumo à Europa. É por isso que decidi convocar um Conselho Europeu extraordinário para esta quinta-feira", anunciou o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.
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