Banco de Moçambique diz que país tem "problemas sérios de inclusão financeira"
Rogério Zandamela refere que um crescimento económico sem o acesso aos serviços financeiros impede a justiça social.
O governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, disse esta sexta-feira que o país enfrenta "problemas sérios de inclusão finaceira", situação que trava a "justiça social"
Zandamela falava durante um evento sobre as empresas ligadas às tecnologias financeiras (Fintechs), realizado esta sexta-feira em Maputo.
"O país tem problemas sérios de inclusão financeira, não há desenvolvimento inclusivo e equilibrado sem se lidar com questões de inclusão financeira", afirmou aquele responsável do regulador financeiro moçambicano.
Um crescimento económico sem o acesso aos serviços financeiros impede a justiça social, prosseguiu Rogério Zandamela.
"Queremos uma sociedade mais justa, não basta ter crescimento económico, precisamos de justiça social, sem isso, o crescimento económico fica entupido", enfatizou Zandamela.
Um relatório do Banco de Moçambique de 2022 sobre inclusão financeira refere que existiam no país 306 contas bancárias por cada mil adultos contra 315 em 2021, uma redução em 2,8%.
De acordo com o estudo, o país passou a contar com 68,5% da sua população com uma conta de moeda eletrónica, contra 67,2% em 2021.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt