Base da missão portuguesa na Venezuela ficará em Cátia la Mar, La Guaira
Força Operacional Conjunta (FOCON) portuguesa chegou ao Aeroporto Internacional de Maiquetía Simón Bolívar, na Venezuela, em dois voos da Força Aérea Portuguesa.
A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos na Venezuela será instalada na localidade de Catia La Mar, em La Guaira, uma zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes.
"A Base de Operações da FOCON de Portugal ficará sedeada no Centro Luso Venezuelano, em Catia La Mar, La Guaira. Nesta base ficará instalado o posto de coordenação e todas as estruturas de suporte logístico da Força", de acordo com informação enviada à agência Lusa pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Segundo a mesma fonte, pelas 16:00 locais (21:00 em Lisboa) teve início em Caracas uma reunião de coordenação de operações para definir os setores a atribuir às várias equipas que já se encontram na Venezuela para ajudar nas buscas, salvamento e primeiros socorros após o duplo sismo que, na quarta-feira, atingiu o país.
A Força Operacional Conjunta (FOCON) portuguesa chegou ao Aeroporto Internacional de Maiquetía Simón Bolívar, na Venezuela, em dois voos da Força Aérea Portuguesa.
O primeiro avião aterrou às 13h15 de Lisboa (08h15 hora local) e o segundo às 14h50 (09h50 hora local).
Os dois aviões da Força Aérea com os 64 elementos da Unidade Especial de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), dos Sapadores Bombeiros de Lisboa e do INEM partiram de Beja na sexta-feira à noite.
Esta força conjunta reúne "capacidades especializadas em operações de busca e salvamento, recuperação de vítimas, resposta a catástrofes e apoio médico de emergência", segundo uma nota do MNE de sexta-feira.
Seguiram também a bordo cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária, incluindo "equipamentos de proteção individual, material de busca e salvamento, equipamento médico, medicamentos, tendas, geradores, bens alimentares", para apoiar as operações de socorro e assistência às populações afetadas, de acordo com o MNE.
Os dois grandes sismos que foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causaram pelo menos 1.430 mortos e 3.328 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.
Entre os mortos, há pelo menos 41 portugueses e lusodescendentes, e outros 87 estão desaparecidos ou incontactáveis.
Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.
Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
Os sismos de magnitude 7.2 e 7.5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.
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