Batalha campal em Paris
Estudantes voltaram a fechar escolas em toda a França, levando a polícia a intervir.
Foi uma manifestação tranquila até começarem as ofensas. Na Praça da Bastilha, em Paris, depois de várias horas de protesto, ouviram-se os primeiros insultos e provocações às forças de segurança. “Todo a gente odeia a polícia” e outras frases que não se podem colocar no papel duraram mais de uma hora até ao aviso para dispersar. A resposta foi musculada: canhões de água, gás lacrimogénio e bastonadas. Do lado dos manifestantes havia quem tivesse extintores para usar como arma. “Há gente que vem só para isto. Mas a polícia também é agressiva”, diz-nos uma estudante, apontando o que está na origem dos protestos: “Queremos melhores instalações para estudar e rejeitamos os cortes no orçamento da educação”.
Tal como as anteriores, a manifestação terminou em batalha campal e promete repetir-se para a semana. Logo de manhã cedo, pela seis da manhã, os estudantes começam a fechar as escolas. “Queremos ser ouvidos”, diz-nos um estudante. Levam caixotes, grades e mobília que encontram no lixo para bloquear o acesso às escolas e impedir que haja aulas. Só esta quinta-feira foram mais de 200 as escolas fechadas em todo o país, no dia em que também os estudantes universitários e os professores se juntaram à luta.
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