Bolsonaro passa hoje pela quarta cirurgia após atentado de há um ano

Presidente brasileiro tem uma hérnia na zona onde foi esfaqueado.

08 de setembro de 2019 às 04:57
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil Foto: Reuters
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil Foto: Reuters
Jair Bolsonaro Foto: Reuters

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O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, de 64 anos, vai submeter-se este domingo a uma nova cirurgia na região abdominal, gravemente afectada há um ano por um ataque de que foi vítima durante um acto da campanha eleitoral que o levou ao poder. É a quarta cirurgia a que Bolsonaro se submete desde 6 de Setembro de 2018, quando Adélio Bispo, um pastor evangélico ultra-radical, considerado inimputável pela justiça e preso num manicómio judiciário, tentou matá-lo durante um passeio do então candidato entre uma multidão de apoiantes na cidade de Juiz de Fora, estado de Minas Gerais.

A intervenção deste domingo é para correção de uma hérnia incisional surgida no mesmo local das operações anteriores. Segundo os médicos, o surgimento de hérnias desse tipo é comum em pessoas que passaram por várias cirurgias numa mesma região.

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André Luiz Vasconcelos Macedo, o cirurgião que vai comandar a operação deste domingo e já operou Bolsonaro outras duas vezes, avançou a jornalistas que a intervenção deve demorar cerca de três horas. O procedimento cirúrgico vai ser realizado no Hospital Vila Nova Star, no bairro Itaím Bibi, na zona sul da cidade de São Paulo.

A hérnia formada sobre as cicatrizes das outras cirurgias na região do intestino de Bolsonaro não lhe provocava dores mas causava um desconforto considerável e o seu tamanho já permitia ser percebida sob a roupa. De acordo com a equipa médica, se tudo correr bem esta será a última intervenção cirúrgica a que o presidente brasileiro terá de se submeter por causa do atentado.

A 6 de Setembro do ano passado, a faca de grandes dimensões que Adélio Bispo usou perfurou violentamente o abdómen de Jair Bolsonaro, que era carregado nos ombros de apoiantes. A lâmina destruiu uma parte do intestino do então candidato e afetou igualmente outros órgãos daquela sensível região.

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Operado de emergência por médicos do Hospital da Santa Casa de Misericórdia de Juíz de Fora, onde chegou quase sem vida, Bolsonaro foi transferido no dia seguinte num avião-UTI para o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

No Einstein, ele foi submetido desde então a outras duas cirurgias, a última das quais em fevereiro deste ano, bem como a diversos procedimentos menos evasivos. Tendo usado durante meses uma bolsa de colostomia, Jair Bolsonaro retirou-a na última intervenção e teve o trato intestinal reconstruído pelos médicos, tendo a hérnia que vai corrigir hoje surgido exatamente sobre a cicatriz dessa última intervenção.

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