Bolsonaro vai continuar nos cuidados intensivos pelo menos até sábado
Ex-presidente brasileiro foi internado de urgência com um quadro agudo de broncopneumonia bacteriana bilateral no passado dia 13.
O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro vai continuar nos cuidados intensivos do Hospital DF Star, em Brasília, pelo menos até ao próximo sábado. A previsão foi avançada esta quarta-feira pelo cardiologista Brasil Caiado, um dos médicos que atendem o antigo governante naquele hospital particular da capital brasileira, onde ele foi internado de urgência com um quadro agudo de broncopneumonia bacteriana bilateral no passado dia 13.
Caiado afirmou esta quarta-feira após a divulgação de mais um boletim médico sobre a saúde de Bolsonaro que o quadro geral do ex-presidente, de 70 anos, melhorou nas últimas 24 horas, mas a infeção nos pulmões permanece. Principalmente no pulmão esquerdo, o mais afetado, que ainda mantém um elevado nível de inflamação provocado pela doença.
O cardiologista acrescentou que Jair Bolsonaro necessita continuar nos cuidados intensivos não somente devido à infeção pulmonar mas pelo seu quadro geral de saúde, bastante debilitado. Além disso, nos cuidados intensivos ele é monitorizado 24 horas por dia e a resposta médica a um eventual problema é imediata.
Ainda de acordo com Brasil Caiado, o antigo chefe de Estado já está a respirar melhor, após seis dias com tratamento com potentes antibióticos e outros fármacos, mas ainda está longe do ideal. No sábado, dia em que Bolsonaro completa 71 anos, os médicos reavaliarão o seu quadro e decidirão se ele será ou não transferido para um quarto, onde continuará por tempo indeterminado para recuperação dos pulmões.
O ex-presidente foi levado para o DF Star de urgência no final da madrugada de sexta-feira da semana passada após apresentar um quadro de febre alta, calafrios, vómitos intensos e dificuldade para respirar. Atendido inicialmente pela equipa médica da prisão da Papudinha, também na capital brasileira, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses de cadeia por tentativa de golpe de Estado, os médicos decidiram transferi-lo para um hospital dada a gravidade do quadro.
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