Bombeiro que resgatou migrantes no Mediterrâneo arrisca 20 anos na cadeia
Miguel Roldán Espinosa, de 32 anos, é investigado por tráfico humano.
O bombeiro Miguel Roldán Espinosa, de 32 anos, natural de Málaga, em Espanha, está a ser acusado de tráfico humano após ter salvo a vida a migrantes no Mediterrâneo.
O espanhol nunca esperou que uma missão de salvamento da Organização Não Governamental (ONG) alemã Jugend Rettet onde ajudou a salvar milhares de migrantes o colocasse em risco de ser condenado a 20 anos de cadeia.
"Sou bombeiro e a minha vocação é de resgatar. A minha especialidade é em resgate marítimo e, por isso, em 2016, lancei-me com a ONG espanhola
para ajudar os refugiados em Lesbos. Em junho de 2017, com a alemã
lancei-me no Mediterrâneo central, entre a Itália e a Líbia", explica.
Em 20 dias, Miguel foi um dos 16 voluntários do navio Iuventa - um navio pertencente à organização não-governamental Jugend Rettet que está a ser investigado em Itália por alegado auxílio à imigração ilegal - que resgatou milhares de migrantes.
Entre os 16 voluntários está também um português, que enfrenta as mesmas acusações que o bombeiro espanhol.
O espanhol alega não ter visto nada de suspeito da ONG nem ter tido qualquer contato com traficantes na Líbia.
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