Boris Johnson afasta 11 ministros de May e fica cercado de apoiantes do Brexit
Primeiro-ministro birtânico nomeou o irmão para secretário de estado.
Numa remodelação que a imprensa internacional descreve como "carnificina", o novo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, despediu 11 ministros de Theresa May. Esta quinta-feira, Johnson vai fazer uma declaração ao parlamento, depois da reunião que decorre esta quinta-feira com o novo governo.
O jornal The Times descreve o despedimento dos ministros de May como uma "tarde de carnificina" e "o mais brutal purgatório do governo na história política moderna", enquanto o Daily Telegraph qualificou a remodelação governamental de "massacre político" e uma "transição de perder o fôlego".
Por sua vez, o Daily Mail fala de um "massacre" e um "banho de sangue de Boris", enquanto que o Daily Express afirma que o primeiro-ministro fez uma "limpeza histórica" e iniciou uma "nova era" no Reino Unido.
"Johnson implacável vinga-se" é a manchete do The Guardian, que descreve a saída de alguns dos ministros como uma "limpeza impiedosa" dos detratores, do novo primeiro-ministro, no gabinete da Sra. May.
O Financial Times considera que Boris Johnson "rasgou" o executivo anterior e colocou no seu lugar uma formação "hardcore" de ‘brexiteers', o nome dado aos defensores da saída do Reino Unido da União Europeia (UE).
O novo primeiro-ministro rodeou-se sobretudo de eurocéticos convictos, a quem distribuiu as pastas mais importantes, dando um sinal de que a prioridade é sair UE a 31 de outubro, com ou sem acordo.
Entre as escolhas de Boris Johnson está o próprio irmão, Jo Johnson, que vai desempenhar o cargo de secretário de Estado em dois ministérios: Economia e Educação.
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