Londres disposta a pagar 40 mil milhões pela saída da UE

Governo só apresentará um número firme se Bruxelas comprometer começar a negociar o futuro acordo comercial entre ambos lados do Canal da Mancha.

06 de agosto de 2017 às 10:24
Parlamento britânico autoriza Governo a iniciar o Brexit Foto: Getty Images
Brexit Foto: Getty Images
Theresa, May, Brexit, UE Foto: CMTV
Em terceiro lugar, com 08%, ficou a expressão "Brexit", relacionada com a saída do Reino Unido da União Europeia Foto: Reuters

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O Governo britânico está disposto a pagar 36.000 milhões de libras (40.000 milhões de euros) a Bruxelas pela fatura de abandonar a União Europeia (UE), segundo revela este domingo o diário britânico The Sunday Telegraph.

A UE exigiu a Londres entre 60.000 e 100.000 milhões de euros para fazer frente aos compromissos económicos que tinha assumido antes de iniciar o processo do "Brexit", em 29 de março último.

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Fontes do executivo britânico sublinharam ao The Sunday Telegraph que a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, tenciona fazer uma proposta de entre 30.000 e 40.000 milhões de euros.

"Sabemos que a atual posição da UE está nos 60.000 milhões de euros, ainda que o seu verdadeiro limite seja 50.000 milhões. O nosso está mais próximo dos 30.000 milhões, mas podemos chegar a um terreno comum nos 40.000 milhões, ainda que a opinião pública e a classe política ainda não estejam convencidas", sublinha uma fonte citada pelo jornal britânico.

Diversos altos cargos comentaram ao jornal que o Governo só apresentará um número firme em cima da mesa se Bruxelas se comprometer a começar a negociar o futuro acordo comercial entre ambos lados do Canal da Mancha.

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O diálogo oficial sobre as condições da saída do Reino Unido começou em junho, mas Bruxelas insiste que a futura relação bilateral só começará a ser abordada depois de estarem clarificadas questões como a dos direitos dos cidadãos e a da fronteira na Irlanda do Norte, além da fatura da saída.

A UE espera concluir as negociações no outono de 2018 para que todas as partes possam assinar e ratificar o acordo antes da data limite de 29 de março de 2019.

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