'Caixa negra da Terra' guarda vestígios depois da extinção
Estrutura de 16 metros de comprimento vai guardar dados e parâmetros sobre a nossa vida no planeta. Tudo para que quem vem saiba como se vivia.
Como saber de que forma viviam os humanos e como era a Terra após tudo se extinguir? É esta a pergunta que a Rouser Lab, uma organização sem fins lucrativos dedicada à comunicação ambiental, quer salvaguardar. Para isso, está a construir uma autêntica caixa negra, numa zona remota da Tasmânia. Nada mais é do que um monólito indestrutível e autossuficiente, destinado a documentar a queda da humanidade até à destruição ambiental. Estrutura semelhante já existe (essa, para guardar sementes) na ilha norueguesa de Svalbard, no Círculo Polar Ártico.
Para garantir que os registos se mantêm intactos, a caixa negra da Terra tem, entre outros, vidro reforçado (para proteger painéis solares), uma sala de energia (que gere as fontes de energia solar e geotérmica) e uma camada interior de betão. Mas a parte mais crítica são os servidores, que armazenam dados ambientais das agências espaciais, meteorológicas e universidades. A função é, no fundo, recolher informações sobre o planeta, funcionando como a caixa negra de um avião (a própria cor - laranja - é inspirada nestes dispositivos).
'Caixa negra da Terra' guarda vestígios depois da extinção
Se tudo correr conforme os planos da Rouser Lab, a estrutura de 16 metros de comprimento por quatro de altura estará instalada em dezembro deste ano. No site do projeto, lê-se que "centenas de conjuntos de dados, parâmetros e interações relacionadas com a saúde do planeta serão colecionadas continuamente e guardas de forma segura para as gerações futuras". E, no final, é deixada uma mensagem: "Como a história acaba depende totalmente de nós. Uma coisa é certa: as ações, inações e interações estão a ser gravadas."
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