Canadá pede renovação por 16 anos do Acordo de Livre Comércio da América do Norte
Este acordo é vital para o Canadá e para o México, sendo os Estados Unidos o seu principal parceiro comercial e o destino, respetivamente, de 75% e 80% das suas exportações.
O Canadá notificou oficialmente os Estados Unidos e o México da sua vontade de renovar o acordo de livre comércio norte-americano, que deverá ser renegociado nas próximas semanas, mas cuja pertinência foi questionada por Donald Trump.
Este acordo é vital para o Canadá e para o México, sendo os Estados Unidos o seu principal parceiro comercial e o destino, respetivamente, de 75% e 80% das suas exportações.
Numa carta datada de 01 de junho, o ministro canadiano responsável pelas Relações Comerciais com os Estados Unidos, Dominic LeBlanc, indica que "o Canadá recomenda a renovação por mais 16 anos" deste acordo histórico que permitiu "crescimento e sucesso".
A carta dirigida ao negociador americano Jamieson Greer e ao secretário mexicano da Economia, Marcelo Ebrard, foi enviada na véspera de uma deslocação do ministro canadiano a Washington.
O Canadá, os Estados Unidos e o México, signatários deste acordo denominado ACEUM, devem notificar, o mais tardar até 01 de julho, da sua vontade de rever ou desistir deste acordo, que entrou em vigor em 2020.
O presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, disse repetidamente que o acordo traz poucos benefícios para os Estados Unidos, agitando a ameaça de se retirar do ACEUM.
Trump não para de repetir que a economia americana não precisa do que o Canadá produz e chegou a afirmar no Fórum Económico Mundial de Davos que aquele país "vive graças aos Estados Unidos".
Na noite de segunda-feira passada, o presidente americano reiterou a sua ideia de fazer do Canadá o 51.º Estado americano na sua rede Truth Social após a entrada do país em recessão técnica na sexta-feira.
Apesar destas tensões, Jamieson Greer afirmou querer preservar certas partes do ACEUM.
O México, por sua vez, já iniciou uma ronda oficial de negociação com os Estados Unidos a 27 de maio, sem avanços notáveis até ao momento.
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