Cardeal Philippe Barbarin condenado por encobrir abusos sexuais
Foi condenado a seis meses de pena suspensa por proteger um padre pedófilo que terá abusado de dezenas de escuteiros.
O cardeal francês Philippe Barbarin, arcebispo de Lyon, foi ontem condenado a seis meses de pena suspensa por encobrir abusos sexuais de um padre a vários menores nas décadas de 80 e 90. Algumas horas após a sentença, o cardeal anunciou que vai contactar o Papa Francisco para pedir a resignação.
"Decidi ir visitar o Santo Padre para solicitar a minha demissão. Vai receber-me dentro de alguns dias", afirmou Barbarin, de 68 anos, que durante o julgamento alegou inocência e disse ter cumprido ordens da Igreja para evitar um escândalo.
"Esta vitória envia um sinal forte a muitas vítimas e permite-lhes compreender que são ouvidas", afirmou François Devaux, fundador da associação de vítimas ‘La Parole Libérée’, falando de "uma grande vitória para a proteção da infância".
Barbarin é o mais alto prelado católico condenado em França e foi dado como culpado de ignorar as denúncias contra o padre Bernard Preynat, de 73 anos, acusado de abusos por dezenas de escuteiros em Lyon.
Apesar de muitos dos crimes terem prescrito, o padre foi acusado e irá a tribunal ainda este ano. Cinco outros arguidos foram inocentados: o arcebispo de Auch, Maurice Gardés, o bispo de Nevers, Thierry Brac de La Perriére, o padre Xavier Grillon e dois laicos, Pierre Durieux e Régine Maire, ambos ao serviço de Barbarin.
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