CASA BRANCA EVACUADA... POR ENGANO
A Casa Branca, em Washington, foi parcialmente evacuada ao início da tarde desta quinta-feira (em Lisboa, início da manhã nos EUA), devido a uma “situação de emergência” causada, afinal, por um simples “blip” no ecrã de um radar que assegura a vigilância do espaço aéreo da cidade, por outras palavras, uma falha técnica, segundo explicou uma porta-voz da Administração Federal da Aeronáutica, FAA.
Inicialmente, as estações de televisão, citando fontes dos serviços secretos, noticiaram que o alerta havia sido causado por um avião que se aproximara demasiado da residência oficial do presidente norte-americano. Mas Rebbeca Trexler, da FAA, garantiu que o incidente não foi causado por qualquer avião, mas sim por um ponto luminoso que surgiu de repente no radar.
Antes de ser conhecida esta explicação, e de acordo com os primeiros dados revelados pelas estações de televisão norte-americanas, a ordem para os funcionários abandonarem a Casa Branca havia sido dada depois de um avião, que se chegou a avançar ser britânico, ter virado, por razões não esclarecidas, e entrado numa zona de espaço aéreo interdito.
O alerta fez descolar 16 caças de uma base aérea local, que assegura a defesa da capital norte-americana contra eventuais ataques terroristas. Ao verificar-se que tudo não passava de um falso alerta, os funcionários que já tinham abandonado a Casa Branca foram autorizados a regressar aos seus postos de trabalho.
Este incidente ocorre numa altura em que o presidente dos EUA, George W. Bush, está fora do país, a realizar uma visita oficial ao Reino Unido, e no mesmo dia em que ocorreram dois atentados bombista suicidas em Istambul, na Turquia, que causaram pelo menos 27 mortos e cerca de 450 feridos.
Recorde-se que aquando dos atentados de 11 de Setembro de 2001, contra o World Trade Center, em Nova Iorque, e o Pentágono, em Washington, caiu um quarto avião tomado de assalto pelos terroristas na Pensilvânia, que se suspeitava que tivesse como alvo precisamente a Casa Branca.
Desde então foram aumentadas as medidas de segurança em torno da residência oficial do presidente norte-americano, nomeadamente com a criação de uma zona de exclusão aérea mais alargada, que proíbe sobrevoar o perímetro estabelecido.
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