Casas de refugiados venezuelanos são incendiadas no Brasil

Autoridades locais estão a investigar o caso.

09 de fevereiro de 2018 às 16:46
refugiados Foto: Getty Images
Refugiados Foto: Direitos Reservados
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Venezuela, bandeira, país Foto: Getty Images
O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro Foto: Getty Images

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A polícia do estado brasileiro de Roraima, no coração da selva amazónica e que faz fronteira com a Venezuela, está a investigar fogos postos a duas casas nas quais vivem dezenas de refugiados venezuelanos na capital regional, Boa Vista. Nos ataques, que a polícia inicialmente atribui à xenofobia (rejeição a pessoas de outros países ou regiões), vários refugiados ficaram feridos.

Na segunda-feira, dia 5, ocorreu o primeiro ataque na capital de Roraima. Num outro bairro da Boa Vista, um homem atirou pouco depois das quatro horas da madrugada um engenho por cima do muro da residência ocupada por 31 refugiados, provocando uma grande explosão.

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As chamas provocaram vários ferimentos nos morados e deixaram uma jovem em estado grave. O suspeito fugiu, mas as câmaras de vigilância da rua apanharam a ação criminosa. As autoridades estão a tentar identificar o homem.

A presença de refugiados venezuelanos em Boa Vista, inicialmente recebidos pelos moradores até com simpatia, transformou-se num problema de grandes proporções, que as autoridades locais e regionais não estão a conseguir resolver sozinhas. Inicialmente eram apenas algumas centenas os refugiados que chegaram da Venezuela sem nada, mas hoje já são mais de 40 mil, o que representa mais de 10% da população total da capital do estado, que é de 330 mil.

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Os refugiados chegaram completamente exaustos, muitos deles doentes depois de andarem a pé por centenas de quilómetros pelas estradas e pelo meio da floresta até à fronteira entre a Venezuela e o Brasil, na região da pequena cidade de Pacaraima. Estes ainda percorreram outros 200 quilómetros até Boa Vista. Devido ao elevado número, lotam os serviços de saúde e de assistência social e , por não terem mais lugar nos abrigos improvisados, espalham-se por ruas e praças da cidade.

Mas o pior parece ser a noção dos habitantes de que os refugiados estão a tirar-lhes os já escassos empregos. É que, no desespero para conseguirem um pouco de comida, os venezuelanos sujeitam-se a receber muito menos do que os brasileiros e acabam com alguns trabalhos que ants pertenciam aos locais.

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