Celebrações do São Valentim opõem católicos e ortodoxos
Nova querela na ilha de Lesbos, na Grécia.
As celebrações do dia de São Valentim organizadas pela ilha de Lesbos, que alberga as relíquias do presumível mártir, estão a suscitar uma nova querela entre ortodoxos e católicos.
O líder religioso Athanassios Yousmas, da Igreja Ortodoxa de Mitilene, capital da ilha de Lesbos, protestou em nome dos seus paroquianos contra essas celebrações, numa carta enviada à câmara da cidade, segundo relata a agência de notícias grega Ana.
Na carta, ameaçou até recorrer à justiça para a sua igreja, cuja cúpula que é um símbolo da ilha, não apareça mais nos cartazes das celebrações.
"O nosso dever cristão é reconciliar-nos", respondeu numa carta aberta o prelado católico de Mitilene, Léon Kiskinis.
O representante dos católicos lembrou que Valentim foi sacerdote e bispo de Terni, em Itália, no século III, tendo sido reconhecido como mártir antes da cisão entre católicos e ortodoxos.
A celebração do dia de São Valentim, o dia dos namorados, começou na ilha de Lesbos em 2015, com o retorno à ilha de presumíveis relíquias do santo, alojadas na Igreja Católica da Assunção.
As celebrações incluem concursos de canto e de poesia de amor e devem terminar na terça-feira com uma procissão.
A ilha de Lesbos foi o epicentro mediático do êxodo para a Europa, nomeadamente de sírios.
A igreja Ortodoxa da Grécia é dominante no país, onde os católicos estão em minoria.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt