Protestos em Hong Kong desafiam ameaças da China
Manifestantes ergueram barreiras em fogo e atacaram a polícia com bombas artesanais.
Apesar das ameaças da China e da proibição de protestos decretada pelas autoridades de Hong Kong, milhares de manifestantes voltaram este sábado a sair à rua naquele território autónomo chinês. Centenas de manifestantes mascarados incendiaram caixotes para travar a polícia, atacando os agentes com pedras e bombas artesanais.
A polícia retaliou com disparos de canhões de água, granadas de gás lacrimogéneo e balas de borracha, afastando os protestos da zona do parlamento e da casa de Carrie Lam, chefe do governo de Hong Kong.
"Dizer-nos para não protestarmos é como dizer para não respirarmos. É meu dever lutar pela democracia. Podemos perder, mas lutamos", afirmou à Reuters um jovem de 22 anos identificado apenas como Eric.
Os canhões de água da polícia continham tinta azul, para marcar os manifestantes e facilitar a sua posterior detenção.
Imagens captadas pela imprensa mostram a polícia a perseguir e espancar manifestantes nas estações de metro, muitas das quais foram encerradas para facilitar o trabalho das autoridades.
Como faz habitualmente, o governo de Hong Kong condenou os protestos, que se repetem há 13 semanas, e acusou os manifestantes de "porem em risco a segurança pública".
Cinco anos sobre o fim da democracia
Esse e outros desafios ao acordo firmado com o Reino Unido, que previa 50 anos sem alteração do sistema em vigor no território, estão na base dos protestos, que começaram em junho para contestar uma lei autorizando a extradição de condenados para a China.
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