Centros de refugiados na Alemanha registaram 45 incêndios desde janeiro
Em 2014, acrescentou, foram registados seis incêndios.
O número de incêndios criminosos contra centros de refugiados na Alemanha aumentou significativamente desde o início do ano, tendo atingido já os 45, indicou este sábado o diretor da Polícia Criminal (BKA) alemã, Holger Munch.
"O que nos inquieta em particular é a amplitude da violência", sublinhou Munch, lembrando que, em 2015, ano em que chegaram cerca de 1,1 milhões de migrantes à Alemanha, foram registados 92 incêndios de origem criminosa nos campos onde se encontram instalados os que querem pedir asilo.
Em 2014, acrescentou, foram registados seis incêndios. "Os autores destes atos criminosos são, na maioria, homens e cerca de 80% vivem próximo do local em que os incêndios e a violência são provocados", sublinhou Munch.
O diretor do BKA assegurou, porém, não ter qualquer conhecimento de quaisquer ligações dos incêndios a movimentos de extrema-direita, regionais ou supra-regionais.
Munch salientou, no entanto, o aumento da violência verbal na Internet, que pode constituir um "trampolim" para se passar das palavras aos atos.
Na Alemanha, vários dos principais jornais locais, como, por exemplo, a edição "online" do Der Spiegel, encerraram os fóruns de discussão sobre temas ligados ao afluxo de refugiados devido às inúmeras injúrias escritas por internautas.
Com a chegada de um grande número de refugiados que fufiram da guerra e da miséria, a Alemanha assiste a um aumento significativo de atos de violência cometidos contra os migrantes, tendo como pano de fundo a subida nas sondagens da direita e da extrema-direita, ambas defensoras de políticas anti-migração.
Vários incêndios ou manifestações racistas chocaram a Alemanha em 2015, atos cometidos sobretudo em várias regiões da antiga Alemanha do Leste.
A polícia alemã não adiantou números sobre se se registaram mortos e feridos.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt