Chefe do combate ao PCC no interior de São Paulo é preso por ser suspeito de pertencer à organização criminosa

Foram igualmente presos um ex-agente da mesma corporação, um agente da Polícia Penal e um antigo estagiário do Ministério Público.

Agente da Polícia Civilfoi preso esta terça-feira por colegas da corporação acusado de fazer parte do PCC Foto: Governo do Brasil/Website
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Um agente da Polícia Civil (Judiciária) com cargo de chefia na DISE, Divisão de Investigações Sobre Entorpecentes, na importante cidade brasileira de Campinas, a 90 KM de São Paulo, foi preso esta terça-feira por colegas da corporação acusado de fazer parte do PCC, Primeiro Comando da Capital, a organização criminosa que oficialmente combatia. Além dele, foi preso um ex-agente da mesma corporação, um agente da Polícia Penal e um antigo estagiário do Ministério Público, atualmente advogado, igualmente suspeitos de serem membros da maior facção criminosa do Brasil.

Segundo avançado logo após a operação, durante a qual também foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, o agente da Dise, que ocupava o cargo de investigador-chefe, na verdade era um infiltrado do PCC na polícia. Ele é suspeito de avisar criminosos de operações contra o PCC, de lavar dinheiro do tráfico de droga e de participar num plano que pretendia matar um promotor de justiça que tem uma atuação forte contra a organização criminosa na região de Campinas, uma das maiores e mais ricas cidades do estado de São Paulo e onde a facção tem forte presença.

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Ainda de acordo com a operação desta terça-feira, muito apropriadamente denominada “Infiltrados”, o chefe dos investigadores e o advogado ainda mantinham um outro esquema criminoso próprio, extorquindo dinheiro a traficantes. Através do uso de uma senha de acesso ao sistema informático que o advogado tinha recebido quando estagiou no Ministério Público, eles identificavam criminosos que estavam a ser monitorizados por promotores e exigiam-lhes elevadas somas para os deixar fora de investigações e punições. (FIM).

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