China disponível para reforçar diálogo comercial com União Europeia

Guo Jiakun afirmou que "a essência da cooperação económica e comercial entre ambas as partes é o benefício mútuo" e que Pequim e Bruxelas são "parceiros, não rivais".

30 de junho de 2026 às 10:35
Porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun Foto: Johannes Neudecker/AP
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O Governo chinês manifestou-se esta terça-feira disponível para reforçar a comunicação com a União Europeia em matéria comercial, um dia depois de ambas as partes terem acordado manter abertos canais de diálogo para evitar uma guerra comercial.

Numa conferência de imprensa regular, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun afirmou que "a essência da cooperação económica e comercial entre ambas as partes é o benefício mútuo" e que Pequim e Bruxelas são "parceiros, não rivais".

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Guo sustentou que os problemas enfrentados pela UE "não têm origem na China" e defendeu que as questões nas relações económicas e comerciais entre as duas partes devem ser resolvidas através do aprofundamento da cooperação para alcançar um desenvolvimento comum.

"A China está disposta a reforçar a comunicação e as consultas com a parte europeia e, com base nos princípios da igualdade, do respeito mútuo e da reciprocidade, gerir adequadamente as divergências comerciais de forma construtiva", acrescentou o porta-voz.

Na segunda-feira, o comissário europeu para o Comércio, Maros Sefcovic, e o ministro chinês do Comércio, Wang Wentao, comprometeram-se a manter abertos os canais de comunicação até outubro para evitar uma guerra comercial, durante uma reunião realizada em Bruxelas.

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Sefcovic e Wang participaram na primeira sessão das Consultas sobre Comércio e Investimento, o novo mecanismo criado para procurar "soluções práticas" em quatro áreas: o equilíbrio entre comércio e investimento, os controlos às exportações, a propriedade intelectual e a reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC), segundo um comunicado conjunto.

A aposta no diálogo surge após vários episódios que agravaram as tensões entre as duas partes nos últimos anos, marcados por investigações comerciais recíprocas, divergências sobre a guerra na Ucrânia e sanções impostas por Bruxelas a empresas chinesas por alegada colaboração com a Rússia.

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