Chuvas torrenciais matam 45 em Angola

Há milhares de pessoas desalojadas e sem eletricidade. Províncias de Benguela e Luanda são as mais afetadas.

12 de abril de 2026 às 20:13
Benguela no Centro de Angola é a cidade mais afetada pela chuva forte Foto: Direitos Reservados
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As chuvas torrenciais da última semana provocaram 45 mortos e 51 mil desalojados em Benguela e Luanda, tendo desabado centenas de casas e várias escolas.

Este fim de semana o registo é de mais duas vítimas mortais confirmadas.

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Em Benguela, a situação mantém-se de alerta devido ao transbordo do rio Cavaco, após o rompimento do dique de proteção da margem esquerda, no bairro das Bimbas, na sequência das fortes chuvas registadas nos últimos dias, segundo o Governo Provincial.

O colapso da estrutura provocou um fluxo descontrolado de água, originando inundações severas na zona da Calomanga, áreas agrícolas e fazendas adjacentes, bem como nos bairros da Massangarala, Cotel e Santa Teresa.

Face à situação, o Governo Provincial de Benguela informou, através da sua página oficial no Facebook, que foram mobilizados autocarros para apoiar as populações afetadas, garantindo que "todas as pessoas em situação de desalojamento serão devidamente acolhidas e assistidas pelas autoridades competentes".

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Há também registo de inundações em zonas residenciais junto ao rio e do corte da circulação rodoviária entre os municípios de Benguela e Lobito.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram moradores que tiveram de abandonar as suas casas procurando refugio nos telhados de habitações, enquanto pedem socorro.

As autoridades apelam à população das zonas afetadas e circunvizinhas para manter o estado de alerta máximo, adotar medidas de segurança e colaborar com as equipas no terreno, nomeadamente nos processos de evacuação.

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A circulação ferroviária nos troços afetados pelas chuvas que caíram, sábado, entre Benguela e o Lobito, estão suspensa "por tempo indeterminado", anunciou, a empresa Lobito Atlantic Railway (LAR).

Em Luanda, dados preliminares do Serviço de Proteção Civil e Bombeiros, avançados à agência Lusa indicam que as chuvas da última noite provocaram um morto.

Duas pessoas estão desaparecidas, 280 habitações foram inundadas, afetando pelo menos 1400 pessoas, além da queda de 55 árvores e dois deslizamentos de terras.

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Os bombeiros registaram ainda uma vítima mortal no Calumbo, província do Icolo e Bengo, onde um cidadão de 41 anos morreu por presumível afogamento numa vala de drenagem.

Foram igualmente registadas 13 habitações inundadas, afetando 65 famílias, neste município.

As chuvas, associadas a atos de vandalismo, causaram também interrupções no fornecimento de água e energia em várias zonas do país, incluindo a capital angolana. Segundo o Ministério da Energia e Águas, sete torres de transporte de eletricidade foram vandalizadas no sábado.

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Em dois destes casos, foram furtadas cantoneiras e parafusos de sustentação, deixando as estruturas vulneráveis ao impacto das chuvas e ventos, o que resultou no seu colapso. As ocorrências provocaram perturbações significativas no sistema elétrico, deixando mais de 45 mil famílias sem fornecimento de energia na província de Luanda, onde vários pontos da cidade continuam sem luz.

Em Benguela, a Empresa Provincial de Águas e Saneamento (EPASB-EP) informou que, na madrugada de domingo, as chuvas provocaram o desabamento de uma ponte no bairro da Calomanga, infraestrutura que suportava um dos principais eixos do sistema de abastecimento de água.

Como consequência, registam-se constrangimentos no fornecimento de água, com redução significativa da pressão e interrupções que afetam os municípios de Benguela, Navegantes e Baía Farta. 

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