Collor recorreu à magia negra

O ex-presidente brasileiro e actual senador Fernando Collor de Mello recorreu à magia negra, inclusive com sacrifício de animais, para chegar à presidência, e, já como chefe de Estado, manteve os rituais satânicos para afastar os adversários. A revelação foi feita ao programa ‘Fantástico’ da TV Globo pela ex-mulher de Collor, Rosane, que diz ter assistido a vários desses rituais.

17 de julho de 2012 às 01:00
Magia, rituais, presidente, Brasil Foto: Janil Bittar/Reuters
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Segundo a antiga primeira-dama, alguns rituais ocorriam em cemitérios, mas a maioria aconteceu na cave da Casa da Dinda, a luxuosa mansão da família em Brasília. Quem comandava os rituais era uma amiga da família especialista em práticas satânicas, Maria Cecília, hoje pastora da seita evangélica Resgatando Vidas Para Deus, a que Rosane se converteu.

Cecília, recorde-se, alegou uma vez que aquilo que fez para Collor chegar à presidência foi "um trabalho muito sério, uma coisa muito imunda, podre, nojenta". Sobre outra passagem polémica da presidência de Collor, a relação do ex-presidente com o tesoureiro de campanha, Paulo César Farias, acusado de comandar o esquema de corrupção que levou à destituição de Collor, em 1992, Rosane afirma que o ex-marido sabia de tudo e que PC Farias, como era conhecido, tinha muita influência no governo e indicava nomes para cargos.

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Classificando-se a si mesmo como um "arquivo vivo", Rosane diz que foi ameaçada por Collor e que teme ser assassinada. Afirmou ainda que, se alguma coisa lhe acontecer, a culpa é do ex--marido.

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