COMANDANTE DA FORÇA AÉREA GREGA AFASTADO
O Chefe do Estado-Maior General da Força Aérea da Grécia, Panayotis Papanikolaou, apresentou a sua demissão, exigida pelo ministro da Defesa Spilios Spiliotopoulos na sequência da morte do Patriarca de Alexandria e de Toda a África, Petros VII, na queda de um helicóptero no Mar Egeu.
O Patriarca Petros VII, segundo na hierarquia da Igreja Ortodoxa Grega, morreu, juntamente com outras 16 pessoas, incluindo um irmão, quando o helicóptero Chinook em que viajavam de Atenas para o Monte Athos se despenhou, ontem, no Mar Egeu, ao largo do Norte da Grécia. O nono corpo já resgatado das águas foi hoje identificado como sendo o de Petros VII, que tinha 55 anos de idade.
A Imprensa grega aponta hoje culpas à Força Aérea exigindo respostas para duas questões centrais: O que é que provocou a queda de um dos mais seguros helicópteros do Mundo? Porque é que a operação de socorro só foi lançada duas horas após o aparelho ter desaparecido dos radares?
O próprio primeiro-ministro grego, Costas Karamanlis, disse hoje que há pessoas que precisam de responder pelos atrasos em comunicar a perda do helicóptero e que a responsabilidade está nos mecanismos militares. Por essa razão, Karamanlis revelou que o ministro da Defesa exigiu e já obteve a demissão do Chefe do Estado-Maior General da Força Aérea da Grécia. Segundo acrescentou, o próprio ministro apresentou a sua demissão, mas Karamanlis não a aceitou, sob o argumento de que não existem responsabilidades políticas nesta matéria.
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