Companhia chinesa de navegação reorganiza rotas no Golfo Pérsico e procura águas seguras

Medida responde às restrições ao trânsito no estreito de Ormuz.

02 de março de 2026 às 10:17
Companhia chinesa de navegação reorganiza rotas no Golfo Pérsico e procura águas seguras Foto: EPA/Lusa
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A companhia estatal chinesa de navegação Cosco Shipping anunciou que está a reorganizar a rota dos seus navios no Golfo Pérsico face à situação de insegurança no Médio Oriente e às restrições ao trânsito no estreito de Ormuz.

Num aviso aos clientes datado de 1 de março, a empresa indicou que as embarcações que já entraram no Golfo, após concluírem as suas operações "e quando for seguro fazê-lo", foram instruídas a dirigir-se para águas seguras e a permanecer ancoradas ou à deriva.

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Os navios com destino à região receberam orientações para priorizar a segurança da navegação, incluindo a redução da velocidade, a permanência em ancoradouros protegidos ou o cumprimento de novas instruções operacionais, de acordo com o comunicado.

A empresa acrescenta que está a avaliar planos de contingência para a carga a bordo dos navios afetados, incluindo eventuais alternativas de descarga noutros portos.

O anúncio surge depois de o Irão ter advertido que o trânsito no estreito de Ormuz já não é seguro, na sequência do conflito desencadeado após os ataques lançados em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra a república islâmica.

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O aviso iraniano e o aumento do risco levaram, na prática, à suspensão ou ao desvio de rotas por parte de algumas grandes companhias marítimas, como a Maersk e a Mediterranean Shipping Company (MSC).

Esta segunda-feira, a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China Mao Ning afirmou que Ormuz é um "canal internacional importante para o comércio de bens e energia", sublinhando que preservar a sua segurança corresponde aos "interesses comuns da comunidade internacional".

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